“Esperava mais coragem”, diz Eduardo após Motta vetar cargo de líder
O presidente da Câmara vetou a indicação de Eduardo Bolsonaro como líder da minoria, nesta terça-feira (23/9)
atualizado
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O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) disse, nesta terça-feira (23/9), em entrevista ao Contexto Metrópoles, que “esperava mais coragem” do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). Motta barrou a indicação de Eduardo Bolsonaro como líder da minoria.
“O Hugo Motta é refém do regime, ele está sofrendo extorsão do ministro Alexandre de Moraes. A gente compreende isso, mas isso não o isenta de críticas. Eu esperava mais coragem dele. Eu acho que ele poderia perfeitamente seguir o regimento interno da Casa e avalizar a minha liderança da minoria, mas ele prefere perseguir por entender que nós somos o lado mais fraco da força. Então, o que a gente tem que fazer? A gente tem que levantar a temperatura em cima do Hugo Motta. Eu não tenho outra saída”, disse Eduardo sobre o presidente da Câmara.
A ideia de tornar Eduardo líder da minoria na Câmara trata-se de uma manobra para que o parlamentar não perca o mandato por faltas, visto que ele vive no exterior.
Na decisão publicada nesta segunda no Diário Oficial, foi informado que o motivo da rejeição é a “incompatibilidade” com a função, pelo fato de Eduardo estar vivendo fora do território nacional.
De acordo com o regimento interno da Câmara e com o artigo 55 da Constituição Federal, deputados e senadores podem perder o mandato se deixarem de comparecer a um terço das sessões ordinárias deliberativas de cada sessão legislativa, exceto aqueles que estão de licença ou em missão autorizada.
Mesmo assim, o líder do Partido Liberal (PL) na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), afirmou que pretende tentar reverter a situação. “Nós vamos recorrer da decisão do presidente Hugo Motta”, disse. Segundo Cavalcante, ele deve recorrer ainda nesta segunda: “Minha equipe de assessoria está trabalhando”, afirmou ao Metrópoles.
