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Enviadas especiais a Curitiba (PR) – Enquanto a Superintendência da Polícia Federal, onde Luiz Inácio Lula da Silva está preso, vive uma tarde de calmaria, a Executiva do PT faz sua primeira reunião após a prisão do ex-presidente. Segundo as lideranças, no encontro, serão definidas as próximas ações da sigla em apoio a Lula.

No Hotel Petras, a cerca de um quilômetro do diretório estadual do PT em Curitiba, estão, entre outros: a presidente nacional do partido, senadora Gleisi Hoffmann (RS); o senador Lindbergh Farias (PB); o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto; e os deputados federais Zeca Dirceu (PR), filho do ex-ministro José Dirceu; Benedita da Silva (RJ); e Paulo Teixeira (SP).

“A esperança é o Supremo Tribunal Federal consertar esse erro judicial que esta sendo cometido”, disse Paulo Okamoto, apressado para o encontro. Ele afirmou ainda que mais detalhes serão dados após a reunião, que deve durar até o fim da tarde.

Os petistas devem sair do hotel somente para o ato Lula livre, marcado para as 18h, próximo à Superintendência da Polícia Federal.

Palocci
Enquanto isso, no prédio da PF, apenas advogados dos detentos e pessoas com agendamento de serviços, como emissão de passaporte, chegam ao local, que está isolado pela Polícia Militar. Tracy Reinaldet, defensor de Antonio Palocci, ex-ministro do próprio Lula, já entrou no edifício duas vezes nesta segunda-feira (9/4). Além do político e do ex-presidente, está encarcerado no local o ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro.