Especialista fala sobre o poder da segurança psicológica no ambiente de trabalho

Mestre em psicologia, Carla Furtado explica sobre a capacidade de se posicionar sem medo das consequências negativas para imagem

atualizado 31/01/2021 18:29

mulher computador trabalho home officeFoto: Pexels/Pixabay

Uma estudiosa em comportamento humano decidiu se dedicar a um tema que tem chamado cada vez mais atenção das grandes organizações e grupos multinacionais: a segurança psicológica do profissional.  Mestre em psicologia e fundadora do Instituto Feliciência, Carla Furtado explica que a capacidade de se mostrar e de se posicionar sem medo das consequências negativas para a carreira depende não apenas do empregado, mas também do ambiente profissional onde atua,

“Quando comecei a estudar Segurança Psicológica, a partir da teoria estabelecida pela professora Amy Edmondson, da Harvard Business School, percebi que já havia estado ali. Apesar de toda formação e de uma atuação acadêmica e corporativa dedicada à felicidade, percebi que já havia sofrido as consequências de estar em um ambiente psicologicamente inseguro. Por questões éticas, não vou identificar as circunstâncias, mas reafirmo que em contextos dessa natureza deixamos de ser quem somos para nos preservar”, contou.

Segundo a estudiosa, em um ambiente psicologicamente seguro, os indivíduos se manifestam, compartilham suas opiniões e ideias abertamente, assumem riscos, admitem falhas, aprendem com as falhas e têm discussões honestas e abertas. Contudo, em locais de trabalho onde não há segurança psicológica podem experimentar perdas. “Há, comprovadamente, maior rotatividade, afastamentos, redução no engajamento da equipe”, exemplificou.

A psicóloga citou um projeto criado pela Google que acompanhou 180 integrantes de seus times durante dois anos para identificar “o que constrói uma equipe perfeita”. O estudo estabeleceu como principal componente a segurança psicológica.

“Esse estudo, trouxe clareza quanto à necessidade de se estabelecer uma cultura organizacional de segurança psicológica, com capacitação e estímulo para que os gestores de todos os níveis hierárquicos cocriem, nutram e encorajem sua prática”, explicou.

Curso

Ela exemplifica que a insegurança pode trazer prejuízos não apenas para a empresa, mas também ao contratado, que para não se expor, acabam se calando diante de riscos. A especialista afirmou ainda que “a cultura do silêncio é responsável pela queda de ações, pela evasão de recursos, pela perda de clientes e, em casos extremos, pela perda de vidas”.

“Contudo, o excesso de positividade pode ser igualmente ruim, pois há um momento no qual é necessário estabelecer feedback honesto para identificar problemas e ajustar o percurso”, disse.

Para disseminar os benefícios da segurança psicológica, o Instituto Feliciência lançou um curso inédito no Brasil: a Certificação em Cultura de Segurança Psicológica (CCSP). A primeira turma terá contato com teoria e intervenções nos dias 22 e 23 de abril.

As aulas são destinadas a executivos e analistas de gestão de pessoas, empresários, business partners, psicólogos, especialistas em psicologia positiva, especialistas em employee experience e consultores com interface com gestão de pessoas. As inscrições estão abertas por meio deste link.

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