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Entorno terá três hospitais gerais e maternidades após trégua da Covid

Luziânia e Formosa terá unidades readaptadas após serem criadas no auge da pandemia. Águas Lindas de Goiás receberá novo hospital

atualizado

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Reprodução: SESGO
Hospital estadual de Luziânia
1 de 1 Hospital estadual de Luziânia - Foto: Reprodução: SESGO

Goiânia – Com a desmobilização de leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) da rede pública estadual destinados exclusivamente a pacientes com Covid-19 desde o início da pandemia, Goiás decidiu transformar dois hospitais de campanha, abertos no período crítico de contaminações, em maternidades e hospitais gerais, no Entorno do Distrito Federal (DF). Outra unidade de saúde, que tem obras paradas há quase 20 anos, deve ser entregue na mesma região.

O secretário estadual de Saúde de Goiás, Ismael Alexandrino, disse ao Metrópoles que os hospitais passarão a fazer atendimento geral e a gestantes nas cidades de Luziânia, Formosa e Águas Lindas de Goiás, com investimento de R$ 179 milhões, no total. As unidades também realizarão cirurgias eletivas, muitas delas suspensas durante o período crítico da pandemia.

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“O hospital de Luziânia foi aberto como Covid. Daqui até a primeira semana [de janeiro], está sendo transformado em hospital geral e maternidade”, antecipou o secretário. A unidade tem 50 leitos de UTI para adultos, mas, segundo ele, o objetivo é readequar o perfil dela para atendimento à população. “Só [faltam] adaptação e alguns equipamentos”, acrescentou.

Em Formosa, de acordo com o secretário, o hospital, que tem 20 leitos de UTI, já começou a receber novas instalações para se adequar ao novo perfil de atendimento, como maternidade e hospital geral. “Vai ampliar e reformar, triplicar o tamanho. O dinheiro está depositado, e o projeto, aprovado”, disse Alexandrino.

Águas Lindas

Em Águas Lindas, o governo promete entregar, ainda em 2022, um hospital cuja construção começou há quase 20 anos. “É um hospital que está parado há vários anos, começou em gestões anteriores, salvo engano há 19 anos, e sempre deu transtorno.  Agora, a gente resolveu as questões burocráticas e, nos próximos dias, serão retomadas as obras”, disse o secretário. “Na próxima semana, deve terminar a licitação para depois concluir em hospital geral e maternidade”, acrescentou.

Na mesma cidade, o governo federal montou, em junho do ano passado, a primeira unidade para atender exclusivamente a pacientes contaminados pela Covid-19, em uma tenda, com 200 leitos. Foi fechada três meses depois. Em maio deste ano, a Justiça federal negou pedido de reabertura dela para pacientes contaminados pelo coronavírus por entender que não havia mais necessidade, na época, em razão de outras medidas adotadas pelo estado para conter o avanço da pandemia.

“Entorno não tinha nenhum hospital estadual. Hoje tem hospital estadual de Formosa, que será triplicado. O de Luziânia, que estava fechado, não tinha nada, e hoje será hospital estadual. Se Deus quiser, dentro de um ano, finaliza a obra de Águas Lindas”, ressaltou o secretário.

Custos

De acordo com Alexandrino, os custos das obras serão de R$ 10 milhões, em Luziânia; R$ 92 milhões, em Formosa; e R$ 77 milhões em Águas Lindas de Goiás.

Na capital, uma ala do Hospital Geral de Goiânia (HGG), transformada temporariamente em UTI para pacientes com Covid, também já voltou a ser usada com a sua finalidade original de amparo a pacientes paliativos.

Além disso, o hospital de campanha na capital, que tem apresentado baixa no número de internações de pacientes com Covid, passou a funcionar como a nova unidade materno infantil da cidade.

Leitos UTI Covid

Veja histórico do número de vagas em UTI Covid para adultos em Goiás, segundo dados do governo estadual:

  • Dezembro/2021: 202
  • Novembro/2021: 348
  • Outubro/2021: 410
  • Setembro/2021: 494
  • Agosto/2021: 587
  • Julho/2021: 597
  • Junho/2021: 587
  • Maio/2021: 567
  • Abril/2021: 559
  • Março/2021: 418
  • Fevereiro/2021: 396
  • Janeiro/2021: 257
  • Dezembro/2020: 251
  • Novembro/2020: 258
  • Outubro/2021: 270
  • Setembro/2021: 318
  • Agosto/2020: 299
  • Julho/2020: 292
  • Junho/2020: 193
  • Maio/2020: 113
  • Abril/2020: 83
  • Março/2020: 68

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No auge da pandemia, a rede estadual chegou a registrar 900 pedidos para internação em leitos Covid, por dia, e, atualmente, esse número caiu bastante. Por causa dessa redução e consequente ocupação das vagas, o estado tem o desafio de buscar saídas para que a população não fique desamparada, com unidades de saúde subutilizadas ou abandonadas em suas cidades.

Desde o início de agosto, segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde de Goiás (SESGO), a taxa de ocupação de leitos de UTI Covid da rede pública estadual estava em torno de 40%, mas, nos últimos meses, caiu pela metade. Os números de mortes e de internação por complicações da doença têm apresentado queda, apesar de quase 60% da população ainda não ter sido vacinada.

Se a pandemia for controlada e a promessa sair do papel, a previsão do governo é abrir mais de 200 vagas de UTI, considerando o total delas em hospitais de campanha que já existem em mais quatro municípios: Goiânia, Itumbiara, Jataí e Uruaçu. Incluídas as enfermarias, o número de leitos sobe para 600.

“Vacinação em massa”

A desmobilização dos leitos de Covid deve aumentar, conforme mais pessoas receberem a vacina. No total, 60% da população está vacinada com as duas doses em Goiás.

Desde o início da pandemia, o estado realizou 28.092 internações. Goiás registrou 943 mil casos de Covid-19, com 24 mil mortes por complicações da doença.

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