Entenda por que a chance de um “super El Niño” causa tanta preocupação
Para o Cemaden, há mais de 80% de probabilidade de ocorrência de um novo episódio do fenômeno El Niño na segunda metade de 2026
atualizado
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Relatório da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOOA) desta segunda-feira (13/4) alerta para a provável formação do fenômeno El Niño em 2026, com probabilidade de que o evento atinja a intensidade “muito forte” entre novembro de 2026 e janeiro de 2027.
No Brasil, nota técnica do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) aponta que o fenômeno deve alterar drasticamente os padrões de chuva e temperatura, aumentando a probabilidade de eventos extremos.
Efeito do El Niño nas regiões do Brasil
Para o Sul, há a expectativa de aumento de chuvas intensas e inundações. No Norte e Nordeste, o El Niño costuma provocar a diminuição das chuvas, o que para o Cemaden pode causar “secas severas” e atrasar o início do período chuvoso.
Já para o Centro-Oeste e Sudeste, são esperadas ondas de calor mais frequentes e baixa umidade relativa do ar. Na análise do órgão, a combinação de altas temperaturas e falta de chuva pode elevar drasticamente o risco de incêndios no Pantanal e na Amazônia a partir de agosto de 2026.
De acordo com o relatório da NOAA, a fase de neutralidade climática deve prevalecer até o trimestre de maio-julho de 2026, quando as chances de o El Niño emergir sobem para 62%. O Cemaden eleva essa probabilidade para mais de 80% para a segunda metade de 2026.
“A partir das informações e previsões oficiais disponíveis atualmente, pode-se concluir que há mais de 80% de probabilidade de ocorrência de um novo episódio do fenômeno El Niño na segunda metade de 2026, possivelmente a partir do trimestre agosto-setembro-outubro”, diz o Cemaden.
