Entenda pacto dos Três Poderes contra o feminicídio lançado nesta 4ª

Iniciativa prevê atuação conjunta entre governo, Supremo e Congresso para combater a violência contra a mulher

atualizado

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1 de 1 evento-feminicidio - Foto: Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova

Os Três Poderes — Executivo, Legislativo e Judiciário — lançaram, nesta quarta-feira (4/2), o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio. A iniciativa permite que o órgãos atuem de forma integrada para promover ações de combate à violência contra a mulher.

Entre os objetivos do acordo, está a promoção de ações para garantir o cumprimento de medidas protetivas; o fortalecimento das redes de enfrentamento à violência; e a divulgação de informações sobre os direitos das mulheres e meninas.

Também prevê medidas conjuntas para garantir tratamento igualitário entre homens e mulheres nos Três Poderes e a prevenção à violência nas redes sociais e ambientes digitais, entre outras diretrizes.

Após a assinatura do pacto, o governo deve publicar um decreto para instituir o Comitê Interinstitucional de Gestão do Pacto Brasil entre os Três Poderes para Enfrentamento do Feminicídio, com representantes das três esferas para desenvolver, articular e monitorar medidas vinculadas à iniciativa.

O pacto é assinado pelas seguintes autoridades:

  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT), presidente da República;
  • Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado Federal;
  • Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara dos Deputados;
  • Luiz Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal;
  • Paulo Gonet Branco, procurador-geral da República;
  • Marcos Antônio Paderes Barbosa, defensor público-geral em exercício.
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Presidente Lula
Presidente Lula e a primeira-dama Janja em evento "Todos juntos por todas" no Palácio do Planalto. Representantes dos três poderes assinam Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio
Evento "Todos juntos por todas" no Palácio do Planalto. Representantes dos Três Poderes assinam Pacto Brasil de Enfrentamento do Feminicídio
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União contra o feminicídio

Durante o lançamento do pacto, em um evento no Palácio do Planalto nesta quarta-feira (4/2), o presidente Lula afirmou que “cada gesto de violência é um feminicídio anunciado”.

“É inaceitável que mulheres continuem sendo espancadas e assassinadas todos os dias sob o olhar de uma sociedade que peca por omissão. Que se cala diante de cenas cotidianas de abuso e violência. É preciso deixar bem claro: qualquer sinal de maus-tratos na rua, gritos na vizinhança, abusos e intolerância no ambiente de trabalho, cada gesto de violência é um feminicídio anunciado”, destacou Lula.

O presidente da Câmara, Hugo Motta, criticou a alta no número de feminicídios registrados no país. “Eu não tenho dúvidas de que, dentro do Congresso Nacional, estaremos prontos para agir juntamente com o poder Judiciário nas respostas que não podemos mais esperar. As entregas estão atrasadas, porque a nossa sociedade não admite mais viver com números que chegam a nos envergonhar”, disse o político.

O titular do Senado, Davi Alcolumbre, defendeu a união das instituições contra o feminicídio. O ministro Edson Fachin, por sua vez, ressaltou o papel do Estado na prevenção de crimes contra as mulheres. “O Estado deve evitar que as mulheres morram e garantir que vivam com dignidade, autonomia e liberdade”, frisou.

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