Empresários enviam carta a Bolsonaro pedindo ações contra desmatamento

Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, que reúne mais de 280 empresas, enviou carta ao governo federal nesta quinta-feira (8/4)

atualizado 08/04/2021 11:05

Arquivo/Agência Brasil

A Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, que reúne mais de 280 empresas e instituições do agronegócio, meio ambiente, setor financeiro e academia, enviou uma carta ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), nesta quinta-feira (8/4), cobrando metas mais duras e ambiciosas pela agenda climática e contra o desmatamento ilegal.

Entre os participantes, a coalizão conta com empresas como Bayer, Bradesco, Carrefour, Grupo Boticário, JBS, Nestlé, Santander, WWF, Instituto Ethos e outras instituições.

A coalizão pede que o governo brasileiro discuta o assunto durante a Cúpula do Clima, organizada pelos Estados Unidos, prevista para os dias 22 e 23 de abril.

Segundo o grupo, o mundo corre risco de estar em um “cenário climático imprevisível” até o fim do século, já que as previsões mostram que a temperatura média deve aumentar 1,5°C.

Metas globais

Os assinantes da carta afirmam que o Brasil é “fundamental para o equilíbrio climático do planeta” e disseram que a conservação da Amazônia é essencial para atingir as metas globais do Acordo de Paris.

Firmado entre 195 países em 2016, o acordo busca reduzir a emissão de gases efeito estufa no planeta. A principal meta é manter o aumento da temperatura abaixo dos 2ºC. O Brasil se comprometeu a reduzir, até 2025, as emissões de fases em até 37%. A meta foi estendida para 43% até 2030.

“O Brasil tem, neste ano, uma nova oportunidade de ampliar sua ambição e colocar-se à frente das negociações sobre o cumprimento das metas do Acordo de Paris, contribuindo com mecanismos inovadores e disruptivos, urgentes para um mundo pós-Covid 19“, escreveu o grupo.

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A coalizão propôs seis ações para a queda rápida do desmatamento. As propostas foram lançadas em setembro de 2020. Veja a seguir.

  • Ação #1: Retomada e intensificação da fiscalização, com rápida e exemplar responsabilização pelos ilícitos ambientais identificados;
  • Ação #2: Finalizar implementação Cadastro Ambiental Rural (CAR) e suspender registros que incidem sobre florestas públicas promovendo responsabilização por eventuais desmatamentos ilegais;
  • Ação #3: Destinação de 10 milhões de hectares à proteção e uso sustentável;
  • Ação #4: Concessão de financiamentos sob critérios socioambientais;
  • Ação #5: Total transparência e eficiência às autorizações de supressão da vegetação;
  • Ação #6: Suspensão de todos os processos de regularização fundiária de imóveis com desmatamento após julho de 2008.

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