Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

Empregados da Caixa rejeitam proposta e decidem por continuação da greve

Paralisação teve início na quinta-feira (10/9) e segue por tempo indeterminado

12/09/2026 03:54
Sindicato dos Bancários do DF/ reprodução
Empregados da Caixa rejeitam proposta e decidem por continuação da greve

Os empregados da Caixa Econômica Federal rejeitaram a proposta apresentada pelo banco e decidiram manter a greve por tempo indeterminado. A paralisação teve início na quinta-feira (10/9).

A proposta apresentada pela Caixa foi de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Ela foi rejeitada com 66,80%  dos votos em assembleia virtual nesta sexta-feira (11/8).

Segundo o Sindicato dos Bancários do Distrito Federal, a proposta não atende às principais demandas dos empregados relacionadas ao Saúde Caixa, uma das questões centrais da mobilização da categoria.

“Quando a Caixa coloca um ultimato dizendo que a proposta vale até hoje e que depois vai para a judicialização, nós precisamos trazer para os colegas o que implica rejeitar esta proposta e também o ACT. Sabemos que tem muita insatisfação, principalmente sobre o Saúde Caixa, um dos pontos mais discutidos durante toda a campanha”, disse  a presidenta do Sindicato e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Neiva Ribeiro, na abertura da plenária.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

A Caixa informou ao sindicato que, caso o acordo não fosse aceito até esta sexta-feira (11/9), iria retirar a proposta e ingressar com dissídio coletivo.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Veja o que previa a proposta:

  • Prêmio de R$ 3 mil por empregado, em reconhecimento pelo IEO atingido em junho de 2026;
  • Pagamento no dia 18 de setembro do salário reajustado, PLR, Super Caixa e prêmio de R$ 3 mil;
  • Ampliação do teto da Caixa no custeio do Saúde Caixa, assegurada em cláusula do ACT, de 6,5% para 8%;
  • Antecipação da PARCELA DA CAIXA da 13ª mensalidade de 2028, 2029 e 2030 para contribuir com a cobertura do déficit do Saúde Caixa;
  • Pagamento dos valores relativos ao PAMS a partir de 2027;
  • Ações de prevenção à saúde no valor de R$ 236 milhões a partir de janeiro de 2027;
  • Constituição de Grupos de Trabalho para discutir melhorias de eficiência do plano, as três fontes de renda e a criação de um modelo que destine ao Saúde Caixa parte do lucro relacionado à produtividade.

Proposta Saúde Caixa (válida até 11/9)

  • De R$75 para R$ 150 na consulta em pronto socorro (fora do teto)
  • Isenção de coparticipação em telemedicina
  • Abertura de adesão de 90 dias para titulares que estão fora do plano
  • Impossibilidade de reingresso após o cancelamento da adesão
  • Teto de coparticipação anual de R$ 3.600 para R$ 4.800 por grupo familiar
  • Recadastramento anual obrigatório
  • Teto por grupo família: 9%
  • Dependentes indiretos fora do teto
  • Piso por beneficiários: R$ 50
  • 13 mensalidades