Emendas: governo Lula libera mais de R$ 500 mi após reunião com Motta

Após queixas de parlamentares, governo acelerou a liberação de emendas. Total empenhado chega a R$ 667 milhões

atualizado

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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
1 de 1 O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) liberou mais de R$ 500 milhões em emendas parlamentares desde o último sábado (14/6), quando ocorreu uma reunião entre o chefe do Planalto, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), aliados e ministros.

A aceleração na liberação dos recursos acontece em meio à insatisfação dos parlamentares com o ritmo das emendas. Na semana passada, Motta ligou para a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT-RS), com o objetivo de tratar do pagamento dos valores. Após a cobrança, a titular da pasta justificou a demora pelo atraso na aprovação do Orçamento de 2025.

Levantamento do Metrópoles indica que até a sexta-feira (13/6), antes da reunião, o valor empenhado – reservado para pagamento – era de R$ 151,1 milhões. Já nesta quarta-feira (18/6) o montante é de R$ 667,4 milhões, uma diferença de R$ 516,3 milhões.

Os mais de R$ 500 milhões são referentes ao pagamento de emendas individuais: aquelas indicadas por parlamentares para ações do orçamento do governo federal.

A maior parte dos recursos vem de emendas do Ministério da Saúde, que atualmente tem R$ 535 milhões liberados. Em segundo lugar, aparece o Ministério da Agricultura e Pecuária, com R$ 53 milhões. O levantamento foi feito com base nos dados do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop) e do portal Siga Brasil.

Confira o ranking:

Crise

Parlamentares apontam a demora na liberação das emendas como uma das causas para a deterioração na relação entre Congresso e Planalto.

Símbolo dessa fase é a derrota do governo na aprovação de um projeto de decreto legislativo (PDL) para derrubar o reajuste do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), proposto pela equipe econômica.

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