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Brasil

"Em queda, Flávio Bolsonaro finge até defender Bolsa Família", diz PT. Vídeo

Sigla afirmou que o senador Flávio Bolsonaro estaria “fingindo” apoiar a iniciativa após queda nas pesquisas eleitorais

17/06/2026 19:14
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O perfil oficial do Partido dos Trabalhadores (PT) reagiu, nesta quarta-feira (17/6), a um discurso do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, em defesa do Bolsa Família. Em publicação nas redes sociais, a sigla do presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o parlamentar está “em queda nas pesquisas” e “finge até defender” o programa social.

No vídeo divulgado pelo partido, o PT resgatou declarações antigas de Flávio e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) com críticas ao Bolsa Família e afirmou que o senador estaria “fingindo” apoiar a iniciativa. A publicação termina com a frase: “Eles podem até fingir, mas o povo conhece a verdade”.

A reação ocorreu após Flávio declarar, na segunda-feira (15/6), que o Bolsa Família é um “direito adquirido” dos brasileiros e representa uma segurança para pessoas que já enfrentaram a fome.

A fala veio após a divulgação de uma pesquisa Genial/Quaest que apontou Lula na liderança da disputa presidencial, com 39% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio apareceu com 29%.

Flávio defende ampliação de regra do programa

Além de afirmar que o Bolsa Família deve ser mantido, o senador sugeriu mudanças no funcionamento do benefício.

Segundo ele, uma das ideias seria ampliar a regra que permite a continuidade do pagamento por um período mesmo depois que o beneficiário consegue emprego formal ou abre uma empresa.

Flávio argumentou que muitos beneficiários têm receio de perder o auxílio ao ingressar no mercado de trabalho. “Muita gente tem um preconceito com relação a quem está no Bolsa Família, como se não quisessem trabalhar. É um erro isso”, afirmou.

O senador também disse que parte dos beneficiários trabalha na informalidade e evita a carteira assinada por medo de perder a renda do programa.

Como funciona hoje

Pelas regras atuais, quando um beneficiário consegue emprego formal e passa a ter renda acima do limite do programa, ele pode permanecer recebendo 50% do valor do benefício por até dois anos, desde que a renda por pessoa da família não ultrapasse meio salário mínimo.

A chamada regra de proteção foi criada para permitir uma transição mais segura para famílias que aumentam a renda, evitando que a saída do programa aconteça de forma imediata.

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