Em posse, Boulos cita megaoperação no Rio e pede 1 minuto de silêncio
Boulos toma posse nesta quarta como ministro da Secretaria-Geral da Presidência. A operação no Rio deixou ao menos 119 pessoas mortas
atualizado
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Durante a cerimônia de posse como novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSol-SP), pediu nesta quarta-feira (29/10), um minuto de silêncio pelas vítimas da megaoperação realizada nos Complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, nessa terça-feira (28/10). A ação policial deixou ao menos 119 pessoas mortas, entre elas quatro policiais.
Em discurso, o novo chefe da Secretaria-Geral atribuiu que a “cabeça do crime organizado”, muitas vezes, está no centro financeiro do país. “Tenho orgulho de fazer parte do governo de um presidente que sabe que a cabeça do crime organizado neste país não está no barraco. Muitas vezes, está na lavagem de dinheiro na Faria Lima”, apontou.
A fala de Boulos faz referência à Operação Carbono Oculto, realizada em agosto deste ano, e que desvendou uma série de ações criminosas de movimentação e ocultação de capital na Avenida Faria Lima, famosa avenida de São Paulo que sedia as mais importantes instituições financeiras do país.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou da cerimônia, no Palácio do Planalto, além de dezenas de ministros, parlamentares e governadores aliados.
O novo ministro foi nomeado para o cargo por Lula na última semana. Boulos ocupa a vaga do ex-titular Márcio Macêdo.
À frente da Secretaria-Geral, Boulos será a interlocução do Executivo com movimentos sociais e organizações da sociedade civil. A expectativa é de que o ministro consiga promover a mobilização das bases visando à reeleição do presidente.
