Em nova crítica, Eduardo Bolsonaro chama Moraes de “juiz louco”
Em entrevista a canal norte-americano, deputado Eduardo Bolsonaro (PL/SP) chamou ministro do STF Alexandre de Moraes de “juiz louco”
atualizado
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O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) chamou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de “juiz louco” em entrevista concedida ao programa norte-americano Real America’s Voice. Ele acusa o ministro de perseguição contra seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e sua família.
O trecho da entrevista foi publicado neste domingo (24/8) nas redes sociais do deputado. Em sua fala, ele afirma que o presidente americano, Donald Trump, é o maior líder em todos os tempos da história da humanidade e defende que as tarifas de 50% impostas por ele sobre exportações brasileiras não tem cunho comercial e, sim, político.
Bolsonaro avaliou que Moraes dobrou a aposta contra Trump quando, após as sanções dos EUA, decretou a prisão domiciliar do ex-presidente. De acordo com ele, o Brasil está vivendo uma crise institucional e a única forma de acabar com isso é aprovando o projeto de lei da anistia, que tramita no Congresso Nacional e prevê perdão para crimes comedidos nos atos do dia 8 de janeiro.
Jair Bolsonaro seria um dos maiores beneficiados com a aprovação, já que é acusado de ser um participante ativo na trama de golpe de Estado e abolição do Estado democrático de direito. O julgamento está marcado para o dia 2 de setembro.
O deputado afirmou que é preciso aprovar o PL não só para libertar Jair Bolsonaro, mas também para deixa-lo voltar para o Brasil e para ter uma ampla participação da oposição nas eleições de 2026. Eduardo está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025.
Lei Magnitsky
De acordo com Eduardo, a aplicação da Lei Magnitsky contra Moraes é uma sanção direta de Trump contra as decisões do ministro. Ele afirmou que o colega de corte de Moraes, ministro Flávio Dino também poderia ser sancionado, tendo em vista que decidiu que aplicações de leis internacionais só serão seguidas no Brasil com aval interno.
Para ele, a decisão de Dino cria um impasse com os bancos, que devem decidir entre seguir a decisão do STF ou do governo americano. “Eles [bancos] tem que seguir a Lei Magnitsky, porque de outra forma, eles vão a falência. Não se pode sobreviver sem acesso ao maior mercado financeiro do mundo que está nos EUA”, disse.
