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Brasil

Em meio a rumores de saída, Nísia diz que "segue trabalhando" na Saúde

Ministra da Saúde tem sido apontada como alvo de possível troca em uma reforma ministerial do presidente Lula

20/02/2025 19:29, atualizado 20/02/2025 19:41
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Vinícius Schmidt/Metrópoles
Imagem colorida de Nísia Trindade, ministério da Saúde - Metrópoles medicamentos

O Ministério da Saúde emitiu uma nota, nesta quinta-feira (20/2), em que nega que a titular da pasta, Nísia Trindade, teria comunicado a saída dela para os membros da Saúde, como chegou a ser noticiado por alguns veículos de imprensa. Ainda segundo o comunicado, Nísia “segue trabalhando normalmente” como ministra da Saúde.

“O Ministério da Saúde informa que a ministra Nísia Trindade cumpre agenda no estado de São Paulo e continua trabalhando normalmente”, diz trecho da nota. Nísia Trindade segue para Maringá, no Paraná, onde fará a entrega de 10 leitos de unidades de terapia intensiva (UTI) do Hospital da Criança e visita ao Parque Tecnológico Industrial da Saúde.

A nota reforça ainda ações realizadas por Nísia à frente do Ministério da Saúde, como a ampliação do programa Mais Médicos, aumento da cobertura vacinal e oferta gratuita de medicamentos no Farmácia Popular.

Apesar da negativa neste momento, o cargo de Nísia não está garantido na reforma ministerial que o governo Lula deve fazer neste início de ano. O Metrópoles apurou que é grande a possibilidade de ela deixar o cargo e ser substituída por Alexandre Padilha, que hoje ocupa outro ministério, o de Relações Institucionais.

O orçamento do Ministério da Saúde é um dos maiores da Esplanada dos Ministérios. No ano passado, a pasta de Nísia Trindade contava com um aporte de aproximadamente R$ 47 bilhões, o que levanta cobiça de diversos partidos para comandar a pasta.

A hipótese de troca no comando do Ministério da Saúde não é nenhuma novidade. O pedido para saída de Nísia Trindade parte especialmente do Congresso Nacional, em que os parlamentares alegam que há pouca interlocução com a ministra.

Alexandre Padilha é médico infectologista pela Universidade de São Paulo (USP), e possui PHD em saúde pública pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O ministro de Relações Institucionais ocupou o Ministério da Saúde durante o governo de Dilma Rousseff e também esteve à frente da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, durante o governo de Fernando Haddad.

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