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Na madrugada desta sexta-feira (10/11), 26 presos conseguiram fugir após a explosão de parte do muro lateral direito da penitenciária Major Eldo Sá Corrêa, a Mata Grande, em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá. A explosão foi causada por artefatos presos em uma bicicleta, que foi encostada na muralha e acionada a distância.

A penitenciária tem capacidade para 828 presos, e hoje está com 1,3 mil pessoas. A fuga foi confirmada pela secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos de Mato Grosso (Sejudh/MT).

Desde o início da semana, presos de Mato Grosso fazem greve de fome. Segundo eles, faltam medicamentos, dentista e médicos especialistas principalmente para o tratamento de tuberculose.

Eles também se queixam da superlotação – uma cela para 8 pessoas abrigaria 40. A população carcerária de Mato Grosso é de 11.219, sendo 10.649 homens e 570 mulheres.

Segundo o juiz corregedor, Geraldo Fidélis, a capacidade do sistema é para 6 mil presos. Assim como a greve de fome, a explosão foi acertada pelos presos e pessoas externas por celulares.

Nos últimos dois dias, mulheres de presos vêm fazendo protestos nas rodovias de Mato Grosso cobrando melhorias no sistema penitenciário. A estratégia é a mesma: portando cartazes elas bloqueiam trechos de rodovias e colocam fogo em pneus. Na quarta-feira, 8, a ação aconteceu em Primavera do Leste. Na quinta-feira (9) a ação foi em Rondonópolis onde aconteceu a fuga desta madrugada.

Até as 12 horas (horário local) desta sexta-feira, a Polícia Militar tinha conseguido recapturar cinco presos e prendido dois homens que deram apoio na fuga. Na casa onde aconteceram as prisões foram apreendidas cinco armas – quatro pistolas e uma espingarda calibre 12 utilizadas no apoio à fuga.

 

 

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