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Brasil

Em documentos, PF detalha gastos mensais de Vorcaro de até R$ 84,6 milhões

Planilhas organizam os gastos pessoais, imobiliários, operacionais e de repasses financeiros ao longo do ano de 2025

11/09/2026 03:47, atualizado 11/09/2026 04:14
Foto: Divulgação
CPMI do INSS espera ouvir Daniel Vorcaro nesta quinta-feira (5/2)

O banqueiro Daniel Vorcaro teve despesas mensais em 2025 que chegaram a R$ 84,6 milhões, segundo relatório da Polícia Federal tornado público pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira (10/9).

No documento, são detalhadas planilhas chamadas “despesas gerais” obtidas em conversas entre Vorcaro e o cunhado dele, Fabiano Zettel. As planilhas organizam os gastos pessoais, imobiliários, operacionais e de repasses financeiros ao longo do ano de 2025. 

Entre os gastos, a Polícia Federal destaca a previsão do pagamento de R$ 1 milhão mensal a Luiz Phillipi Mourão, o Sicário. Preso pela PF, Sicário foi acusado de integrar “milícia” de Vorcaro, contratada para intimidar desafetos do banqueiro. Ele morreu dois dias após uma tentativa de suicídio na prisão, em março. Segundo a PF, ele teria recebido R$ 24 milhões ao longo de dois anos. 

Nas despesas de Vorcaro também estão listados gastos com imóveis, aeronaves, galerias de arte e honorários advocatícios. Nas despesas gerais, estão previstas cerca de R$ 6,5 milhões por mês. Nelas são listados o pagamento a Sicário, IPTU, condomínios, energia elétrica e advogados.

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Nas despesas variáveis, são listados, por exemplo, em março, o gasto com aeronave de R$ 6 milhões, em junho, o pagamento de galeria de arte no valor de R$ 7,3 milhões e de aeronave PS-FSW, de R$ 4,9 milhões.

Na planilha que reúne pendências de junho e julho, além de despesas de agosto, é onde se concentra o maior gasto mensal, de R$ 84,6 milhões. Entre os gastos estão a reforma de um apartamento, no valor de R$ 6 milhões, e um pagamento para a Igreja Lagoinha Belvedere, onde Zettel era pastor, no valor de R$ 2 milhões.

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Retirada do sigilo do caso Master

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu ao pedido do presidente da Corte, Edson Fachin, e retirou o sigilo da investigação do caso Master. Mendonça é o relator do caso, por isso, ele tem o poder de retirar o sigilo do processo. Fachin fez a solicitação na noite desta quinta-feira (10/9) e pediu que o relator entregasse um HD com as informações à presidência da Corte e aos demais ministros.