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Eleições 2026Brasil

Em despedida do horário eleitoral, Lula ataca Flávio, que não cita petista

Campanha do PT associou adversário às bets e retomou polêmica com Nossa Senhora. Senador encerrou programa com agradecimentos a apoiadores

01/10/2026 14:17
Arte Metrópoles
Imagem colorida mostra Lula e Flávio - Metrópoles

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manteve nesta quinta-feira (1º/10) ataques a Flávio Bolsonaro (PL) na despedida do horário eleitoral. O senador adotou um tom de agradecimento aos apoiadores, disse que o “futuro não é o passado” e encerrou a participação sem citar nominalmente o petista.

A propaganda de Lula associou o adversário ao avanço das bets no país e exibiu uma nota de repúdio às declarações de Flávio sobre a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), ressuscitando a polêmica de Nossa Senhora Aparecida.

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No material, que foi ao ar nesta quinta, último dia da propaganda eleitoral no rádio e na televisão, o candidato do PL disse querer mudar o “velho sistema, que funciona só para eles, mas não funciona para você”.

Também voltou a exibir imagens de visitas a mercados para fazer menções a problemas na economia durante o governo Lula. “Eu fui aos mercados, eu vi. Eu vi a aflição que todo mundo hoje tem de não conseguir encher o carrinho”, alegou.

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Lula, por sua vez, pediu que os eleitores pensassem nas melhorias que desejam para suas famílias ao escolher um candidato.

“Quando for votar, vote em você. Vote nas mudanças que você quer para você e sua família. Mudança é para melhorar a sua vida. Essa é a minha última eleição, e o meu último governo será o mais importante de todos”, destacou.

Os ataques a Flávio apareceram em diferentes momentos da propaganda. Ao apresentar a proposta de um Brasil sem bets, a campanha afirmou que o senador é defensor das empresas de apostas e de cassinos. No bloco sobre segurança pública, a campanha escolheu um depoimento de uma eleitora que afirma que o adversário “não tem moral para combater nada, muito menos para ser presidente do país”.

Na nota sobre a Igreja Católica, exibida na abertura, a campanha manifestou solidariedade aos bispos, aos devotos de Nossa Senhora Aparecida e aos brasileiros de todas as religiões.

“É inaceitável que um candidato desrespeite religiosos por interesses eleitoreiros. Quando um político ataca uma religião, todas as religiões são atacadas também”, afirmou o texto.

O presidente também afirmou que esta será a sua última eleição e prometeu que um novo mandato será o mais importante de seus governos.

“Mudar não é voltar para trás. Mudança não é tirar o que você já conquistou. Não é armar o país nem entregar as nossas riquezas. Desrespeitar a mulher não é mudança, é passado. Mudar é continuar avançando”, disse Lula.

Despedida de Flávio

Flavio Bolsonaro concentrou sua despedida em relatos dos encontros com eleitores durante a campanha. “Hoje não é hora de falar de campanha, de política. É hora de falar de gratidão”, afirmou na abertura.

Em meio a imagens de caminhadas, abraços e apoiadores vestidos de verde e amarelo, o senador disse que nunca havia recebido tanto amor e que chegou a chorar de alegria e esperança. Citou crianças, jovens, trabalhadores e senhoras que encontrou pelo país, incluindo Dona Corilda, de 100 anos.

“Eu nunca recebi tanto amor em toda a minha vida. Uma energia de amor tão forte, mas tão forte, que me fez entender vocês. E mais do que isso: me fez entender qual é a minha verdadeira missão”, disse.

Sem citar nominalmente o governo Lula, Flávio fez críticas indiretas aos adversários. “A escolha é clara: ou o Brasil vence, ou eles derrotam o Brasil”, afirmou.

Na última fala no horário eleitoral, o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que o “nosso futuro não é o passado”.

“Eu amo o meu país. Eu peço o seu voto de confiança. Eu vou cuidar do Brasil. Eu vou cuidar do povo brasileiro. Eu vou cuidar de você. O Brasil vai vencer”, afirmou.