Em ato, presidente do PT diz que Jaques Wagner é "motivo de orgulho"
Fala do Edinho Silva foi feita durante o lançamento nacional dos Comitês Populares de Luta em Salvador (BA) nesta quarta-feira (15/7)

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, reforçou nesta quarta-feira (15/7) o apoio do partido ao senador Jaques Wagner (PT-BA), alvo de uma investigação da Polícia Federal (PF) sobre o Banco Master.
“Quem aqui já achou que foi injustiçado? Mas o tempo é o senhor da razão. Quem vai mostrar o que é justiça ou injustiça é a interpretação de Deus. Quero dizer que tem um homem na Bahia que é motivo de orgulho para nós do Brasil e esse homem tem nome que é Jaques Wagner”, declarou o petista.
A fala foi dada durante o lançamento nacional dos Comitês Populares de Luta, realizado na Quadra da Paróquia Santa Mônica, em Salvador (BA).
O gesto de Edinho representa uma nova demonstração pública de apoio de integrantes do partido a Jaques desde que o senador foi alvo da nona fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em 18 de junho. Na ocasião, o presidente do PT afirmou que o petista era “depositário” da confiança da sigla e disse acreditar que ele provaria a própria inocência.

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A PF investiga se Jaques atuou no Congresso em pautas de interesse do Banco Master.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesSegundo a corporação, mensagens extraídas do celular do empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, indicam que o senador teria sido um “interlocutor relevante” do grupo em assuntos como crédito consignado, venda do banco ao BRB e propostas relacionadas ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Os investigadores também apuram suspeitas sobre benefícios que teriam sido concedidos ao senador, entre eles viagens em aeronaves, ingressos para shows e um apartamento em Salvador. Wagner nega irregularidades, afirma que manteve apenas relações institucionais com os envolvidos e que não foi denunciado nem se tornou réu no caso.
O desgaste levou Jaques a deixar a liderança do governo no Senado em 24 de junho, em decisão tomada em comum acordo com Lula. Na ocasião, o senador afirmou que se dedicaria a provar a própria inocência e às campanhas de Lula, do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e à sua tentativa de reeleição ao Senado.
O parlamentar nega as supostas irregularidades.



