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A vereadora Marielle Franco (PSol/RJ) enviou, horas antes de ser assassinada na última quarta-feira (14/3), um artigo sobre a intervenção na segurança pública do Rio de Janeiro ao Jornal do Brasil. No conteúdo, divulgado nesta sexta-feira (16), ela indica caminhos para a solução da escalada da violência no estado.

No início do texto, a vereadora aponta que medidas adotadas pelo Executivo federal colaboram para o cenário de violência e pobreza no país. “Reforma trabalhista, PEC dos gastos, reforma da Previdência. O impacto dessas profundas mudanças, inspiradas em um projeto político retrógrado, alinhado com interesses que servem ao capital internacional e a setores do empresariado, arremessa um contingente de cidadãos e cidadãs para uma espiral de pobreza”, escreveu.

Contra a intervenção, Marielle defendeu, no texto, que segurança não se faz com mais armas, mas com políticas públicas. “É neste contexto que tentamos ampliar o olhar sobre a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro e avaliar sua real intenção, que o estado está em décimo lugar nos índices de violência, atrás de Sergipe, Goiás e Maranhão”, observou. “Sendo assim, a intervenção busca se alicerçar numa justificativa que não tem assento na realidade. Nossa pergunta que não quer calar: por que o Rio de Janeiro?”.

Marielle Franco e o motorista Anderson Pedro Gomes foram assassinados na noite de quarta-feira, após a vereadora participar de um debate com mulheres negras na Lapa, Zona Central do Rio de Janeiro. Ela foi atingida por quatro tiros, e ele, por três. Uma assessora parlamentar que também estava no carro sobreviveu. A principal linha de investigação é de que Marielle – ativista de direitos humanos que vinha denunciando a violência policial contra moradores de comunidades carentes – tenha sido executada. Não está descartada participação de agentes do Estado.

 

 

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