Tebet diz que Lula e Bolsonaro não têm compromisso com lista tríplice

Candidata do MDB se reuniu com Associação de Procuradores da República (ANPR) em agenda na capital federal, nesta terça-feira

atualizado

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Simone Tebet na ANPR
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Em reunião nesta terça-feira (6/9) com a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), Simone Tebet, candidata do MDB à Presidência, reforçou o compromisso de atender a lista tríplice da categoria para a procuradoria-geral da República (PGR).

Ela também teceu críticas sobre a atuação do atual procurador-geral da República, Augusto Aras, e a falta de comprometimento dos demais presidenciáveis com a relação apresentada para escolha do PGR.

“Estamos vendo, no dia a dia, o quanto é importante a independência e a autonomia do MPF, como está fazendo falta um PGR que veio realmente de uma lista, indicado e votado pela instituição. Lamentavelmente, os dois que mais pontuam nas pesquisas não se comprometeram, inclusive no debate. E o terceiro também deu respostas dúbias”, afirmou a emedebista.

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“Lista tríplice vai ser cumprida, atendida. É um direito do Ministério Público, de preferência constitucionalizado para não ter problema. É uma instituição de estado. Não é uma instituição de governo”, adicionou.

O presidente da República e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), ignorou a lista da categoria ao indicar Augusto Aras para um segundo mandato à frente da PGR.

Aras não integrou a relação em 2021, tampouco em 2019, quando foi indicado pelo chefe do Executivo federal ao cargo pela primeira vez. Bolsonaro foi o primeiro presidente, desde 2003, a ignorar a relação da ANPR.

Após a reunião, Simone Tebet criticou a atuação de Aras em pronunciamento à imprensa, e afirmou que ele “acha que deve servidão ao presidente da República”.

“Vemos que hoje, por ter sido escolhido por livre nomeação do presidente da República, ele acha que deve servidão ao presidente da República. Matou a investigação de um grande escândalo de compra de vacinas, senta em cima de processos e denúncias”, completou.

Na visão da candidata, a ausência da escolha a partir da lista tríplice reforça a impunidade em território brasileiro.

“O Ministério Público é o órgão responsável por fiscalizar os atos de todos os políticos do Brasil. Se ele [MP] não tiver autonomia para com a caneta investigar, denunciar e processar, se ele tiver a ingerência do próprio poder Executivo, nós estamos acabando com o direito da sociedade brasileira de ver os crimes de corrupção sendo investigados e, depois, as autoridades públicas serem punidas e condenadas”, defendeu a candidata.

7 de Setembro

Questionada sobre as manifestações no Dia da Independência, nesta quarta-feira (7/9), a candidata do MDB aproveitou para repudiar a publicação nas redes sociais feita pelo filho 03 do presidente da República, Eduardo Bolsonaro, nesta segunda-feira (5/9). O deputado federal convocou a todos que tem arma legalizada para se tornarem “voluntários” de Bolsonaro.

“Lamento muito que, na antevéspera do Dia da Independência, o presidente e seus filhos incitem a população a se armar. É lamentável a postagem de um dos filhos do presidente dizendo ‘peguem em armas’. Ele está dando uma senha para algo que a democracia proíbe e nos repudiamos”, frisou.

Apesar do cenário de tensão, Tebet afirmou que “estamos prontos para defender a democracia” e que não espera nenhuma surpresa durante as manifestações.

Polícia Federal

Cumprindo agenda de campanha, Tebet também esteve com delegados da Polícia Federal na manhã desta terça. Durante reunião na sede da Associação dos Delegados da Polícia Federal (ADPF),  a candidata reafirmou que não existe polícia forte e respeitada sem independência e autonomia. E criticou a troca no comando da corporação: foram quatro diretores em quatro anos.

“Isso é inconcebível. Nós estamos nos comprometendo com uma lista tríplice com autonomia administrativa e também dentro do possível concurso público a medida que vamos conhecer a máquina e ver a deficiência”, prometeu.

Com os delegados, Tebet também disse que pretende fazer concurso. Segundo ela, o certame para a categoria não é despesa, mas lucro. “Mesmo com poucos agentes a PF devolveu aos cofres públicos R$ 43 bilhões”, apontou a emedebista.

Por fim, ela acredita ser fundamental o trabalho integrado da PF, da Polícia Civil e das Forças Armadas. “Nos comprometemos com mandato para o diretor geral da PF, com autonomia administrativa para não ter ingerência política”, concluiu.

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