Taurus vê saldo positivo de Bolsonaro, teme Lula e aposta no Congresso

Fabricante de armas diz que a maioria dos senadores e deputados é favorável ao setor e deve frear mudanças na legislação vigente

atualizado 10/11/2022 14:26

CEO Global da Taurus, Salesio Nuhs, e o reitor da Universidade de Caxias do Sul, Evaldo Antonio Kuiava, recebem o presidente da República, Jair Bolsonaro, na abertura da 1ª Feira Brasileira do Grafeno, no dia 9 de julho de 2021 Divulgação/ Taurus

A Taurus, maior fabricante de armas de fogo do Brasil, não viu com bons olhos a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A empresa teme o “revogaço” prometido pelo futuro presidente do país, mas confia nos deputados e senadores para frear iniciativas desarmamentistas.

O Brasil é o segundo maior mercado da Taurus, atrás apenas dos Estados Unidos.

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Em relatório a investidores, a empresa afirma que o governo de Jair Bolsonaro (PL), com viés mais liberal em relação ao segmento, trouxe impactos positivos para os negócios da Taurus. A volta da esquerda ao poder, porém, demandará mais atenção com relação a possíveis mudanças regulatórias, segundo avaliação da companhia.

“Antes do atual governo, muitos brasileiros nem sabiam sobre a possibilidade de adquirirem armas, e os CACs [Caçadores, Atiradores Desportivos e Colecionadores], pessoas adeptas à manutenção desse direito, passaram a representar um eleitorado importante, inclusive com grande representatividade no Congresso Nacional. De forma inédita, temos hoje no Congresso brasileiro uma bancada formada por antigos apoiadores e novatos, que são, segundo a avaliação inicial do time de inteligência de mercado da Taurus, em sua maioria, favoráveis ao setor de atuação da companhia”, diz o relatório.

A Taurus também entende que não é característica do governo Lula legislar por decreto, como fez Bolsonaro, “o que respalda o entendimento da área de inteligência de mercado da companhia de que uma mudança na legislação, caso venha a ser proposta e mesmo aprovada, não terá efeito imediato”.

“Em governos passados do partido agora eleito para a Presidência, proposições desfavoráveis ao setor não foram aprovadas. A atual composição do Congresso indica que será ainda mais difícil para o Executivo agir no sentido de buscar aprovação de pautas restritivas ao setor”, acrescenta a empresa.

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