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Eleições 2022

Simone Tebet sobre reta final de campanha: "Não temos estratégia"

Candidata do MDB ao Planalto disse estar "feliz com a caminhada" e que ações pelo voto útil "não têm efeito nenhum"

23/09/2022 14:08, atualizado 23/09/2022 14:48
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Hugo Barreto/Metrópoles
O presidente do MDB, Baleia Rossi, ao lado da senadora Simone Tebet em coletiva de Imprensa do lançamento de sua pré-candidata à Presidência da República pelo partido - Metrópoles

A candidata do MDB à Presidência, Simone Tebet, visitou, na manhã desta sexta-feira (23/9), o Centro de Treinamento Paraolímpico Brasileiro, em São Paulo. Na ocasião, acompanhada da candidata a vice, Mara Gabrilli (PSDB), afirmou não ter uma estratégia para a reta final da campanha eleitoral.

“Não temos estratégia. Eu e a Mara somos isso. Somos mulheres. Sou mãe e professora. Mara, senadora, tendo sido deputada federal. Estamos fazendo aqui o que a gente sempre fez em nossa vida pública”, destacou a emedebista.

Para Tebet, a “única coisa que as pesquisas mostram nestes 30 dias é que a campanha por um voto útil não está tendo efeito nenhum”. “O cidadão brasileiro é dono do seu voto e ele se sente até desprestigiado quando alguém diz: ‘Vamos garantir logo no primeiro turno’. É como se a eleição e os problemas do Brasil acabassem no dia 2 de outubro”, criticou.

Questionada sobre o desempenho recente nas pesquisas, a senadora disse estar “feliz com a caminhada”. “Éramos desconhecidos por 70% do eleitorado e, em menos de 30 dias, isso foi revertido. Eu e Mara, dos quatro que pontuam as pesquisas, somos as menos rejeitadas”, destacou.

“Isso mostra que a população quer equilíbrio, moderação e transparência. Vamos até o dia 2 de outubro com a certeza de que o eleitor sabe, na hora que depositar seu voto na urna, será apenas ele e a sua consciência. Ele tem tudo para refletir e dar o seu voto para duas mulheres que querem mudar o Brasil”, completou.

Debate no SBT

Na oportunidade, Tebet respondeu a perguntas dos jornalistas sobre a expectativa para o debate entre presidenciáveis. “É quando as máscaras caem. Não tem maquiagem, não tem marqueteiro, não tem publicitário. É você, na tela de uma televisão, falando e pedindo autorização para entrar na casa de milhões de brasileiros”, disse.

A senadora voltou a criticar a ausência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no evento. “Espero que todos compareçam, pois a covardia, neste momento, é o pior dos crimes. Se um candidato não tem coragem de ir a um debate, que coragem terá para resolver os problemas tão sérios do Brasil?”, finalizou.