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Eleições 2022

Senador critica federação PSDB-Cidadania: "Coligação seria suficiente"

Mesmo sendo crítico da decisão, Alessandro Vieira prometeu trabalhar para viabilizar a federação com os tucanos

04/03/2022 02:00
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Agência Senado
senador Alessandro Vieira - Metrópoles

Em fevereiro, o Cidadania, em reunião do diretório nacional do partido, aprovou a federação do partido com o PSDB. O resultado, porém, esteve longe de ser bem recebido por todos os integrantes do partido, que eram contra a federação ou preferiam outras siglas aos tucanos.

Um dos filiados que se opôs ao acordo, o senador Alessandro Vieira, do Sergipe, externou em entrevista ao Metrópoles ter preocupação com os moldes de como ocorrerá a associação para as eleições de 2022.

O congressista avaliou que, caso confirmada, a federação poderá ser prejudicial para os dois partidos. “É preciso separar o projeto de Brasil do projeto do partido. Se o objetivo do partido é ter acesso a recursos públicos, estabilidade de comando, uma vasta bancada, a federação atinge esses objetivos. Mas o projeto de Brasil passa por outras coisas”, disse.

Para Vieira, a federação partidária entre as legendas pode acabar sendo “um passo maior que a perna”. “Acredito que uma coligação partidária já seria suficiente, a fusão seria suficiente. Atuação de federação sem regras fica muito esquisito e pode ser muito prejudicial”, criticou o senador.

“Sou contra o instituto da federação no formato como estamos fazendo, sem ter regras claras, com um vínculo verticalizado. Não tenho preocupação com a minha situação específica porque ela não se altera tanto. Sempre estarei em boas condições”, completou.

Mesmo descontente com o resultado, Vieira defende que a votação para decidir se a legenda apoiará ou não a federação com os tucanos ocorreu de maneira democrática. “Ainda que se tenha parlamentares antes afastados do partido e que retornaram só para participar dessa federação. Mesmo assim, reconheço o resultado e temos que trabalhar para que ela se viabilize”, ressaltou à reportagem.

Concorrência

O PSDB não foi o único partido que esteve no radar do Cidadania para uma eventual federação. PDT e Podemos também estiveram próximos de se juntarem à sigla que hoje é presidida por Roberto Freire.

A discussão, no entanto, encerrou-se no segundo turno de votação. A possibilidade de aliança entre Cidadania e PDT teve 47 votos, enquanto a tese do PSDB recebeu 56. Uma aliança com os pedetistas era desejo dos diretórios do partido do Ceará e Rio de Janeiro e do Ceará.

Vieira nega ter preferências por partidos. No entanto, conforme noticiado pelo Metrópoles, o senador sondou as chances de uma eventual federação com o MDB.

“Não tenho nenhum tipo de veto ou preferencia. Eu tenho boas relações com todos eles [os partidos]. Busquei um acordo que gere o máximo possível de energia, pois precisamos sair dessa armadilha do Lula contra Bolsonaro”, explicou.

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Senador é o pré-candidato do partido à Presidência em 2022
Alessandro Vieira e Simone Tebet
Alessandro Vieira e Simone Tebet tem interesse em disputar as eleições para presidente este ano
Senador Alessandro Vieira (PSDB-ES)
Senador Alessandro Vieira (PSDB)
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Senador Alessandro Vieira (PSDB)

Edilson Rodrigues/Agência Senado
Senador é o pré-candidato do partido à Presidência em 2022
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Senador é o pré-candidato do partido à Presidência em 2022

Reprodução/ Senado
Alessandro Vieira e Simone Tebet
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Alessandro Vieira e Simone Tebet

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Alessandro Vieira e Simone Tebet tem interesse em disputar as eleições para presidente este ano
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Alessandro Vieira e Simone Tebet tem interesse em disputar as eleições para presidente este ano

Waldemir Barreto/Agência Senado
Senador Alessandro Vieira (PSDB-ES)
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Senador Alessandro Vieira (PSDB-ES)

Waldemir Barreto/Agência Senado

Disputa ao Planalto

Vieira é o pré-candidato do Cidadania à Presidência da República, enquanto no PSDB, o nome para o Palácio do Planalto é o do atual governador de São Paulo, João Doria.

Interlocutores das bancadas afirmam que a federação entre as legendas pode ter sido o primeiro passo para viabilizar uma candidatura única da chamada terceira via, que se vende como alternativa ao ex-presidente Lula e ao presidente Jair Bolsonaro (PL).

Outra possibilidade em pauta é de que a líder da bancada feminina no Senado, a senadora Eliziane Gama, eleita pelo Maranhão, saia como vice de Doria.

Apesar da concorrência, o senador afirma que estaria disposto a abdicar da disputa: “Não tenho vaidade de ser ‘O Salvador da Pátria’, tenho ideias e posicionamentos que ajudam neste momento”.

“É algo que tem que ser definido com essa federação. Nós temos dois pré-candidatos e é preciso estabelecer um critério, desde que este seja muito transparente. Seguiremos na caminhada sem problemas e sem dificuldades. Espero que a gente consiga atravessar esse momento e o partido se mantenha fortalecido“, finalizou o presidenciável.