PT e PSB sem acordo em SP: “Sou candidato, claro”, diz França

Dirigentes apontaram convergência em vários estados. PSB fica com PE, RJ e ES. PT fica com BA, SE, PI e RN

atualizado 20/01/2022 15:13

Márcio França, presidente da Fundação João Mangabeira, após reunião no PSBRafaela Felicciano/Metrópoles

A retomada das conversas entre dirigentes do PT e do PSB para a definição dos apoios mútuos no campo nacional e nos estados, nesta quinta-feira (21/1), demonstrou que as duas legendas ainda estão longe de um acordo sobre candidaturas em São Paulo.

O ex-governador Márcio França (PSB) saiu da reunião reafirmando seu nome como candidato ao governo do estado, e o PT permaneceu na defesa da candidatura do ex-prefeito Fernando Haddad ao governo.

“Sou candidato, claro”, disse França, ao deixar a reunião, da qual participaram a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, o presidente do PSB, Carlos Siqueira, e o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), secretário nacional da legenda.

“Cada partido tem todo o direito de ter os seus candidatos. Agora, para uma eleição nacional, os partidos têm de decidir qual candidato amplia mais a base de apoio”, argumentou França.

Gleisi, no entanto, apontou que não vê espaço para palanque duplo da esquerda em São Paulo e disse que o partido continuará trabalhando para haver uma união no nível estadual.

Ela apontou que o PT nunca pretendeu ter candidato no Rio de Janeiro, por exemplo, e estará no apoio à candidatura de Marcelo Freixo, pelo PSB.

Outro estado em que o PT poderá abrir mão de candidatura é o Espírito Santo, onde o governador Renato Casagrande (PSB) tentará a reeleição.

Matemática x política

Siqueira rechaçou a ideia de que uma definição sobre quem será o candidato se dê pelo simples desempenho dos dois nomes nas pesquisas, argumento colocado pelo PT que vem verificando uma performance melhor de Haddad.

“A nossa união não pode ser dada pela matemática, soma de pontos e de números nas pesquisas”, argumentou.

Siqueira citou como exemplo o apoio do PSB à candidatura do senador Jaques Wagner ao governo da Bahia. “Nós estamos apoiando a candidatura de Jaques Wagner, que não está em primeiro lugar nas pesquisas. A gente não pode apoiar o adversário dele, embora ele queira o nosso apoio”, disse Siqueira, referindo-se ao ex-prefeito Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM).

Pernambuco

Gleisi também argumentou que o PT sempre deu a preferência para o PSB em Pernambuco, no entanto, o nome do partido, o ex-prefeito de Recife Geraldo Júlio, não aceitou ser candidato. Diante disso, o PT apresentou a possibilidade de candidatura do senador Humberto Costa.

No entanto, a preferência do PSB de lançar candidatura no estado ainda persiste. Dois nomes estão sendo cogitados: o ex-líder da bancada na Câmara Danilo Cabral ou o deputado Tadeu Alencar.

No momento, o quadro de apoios mútuos desenhado entre os dois partidos aponta para o PSB lançando candidatos em Pernambuco, Rio de Janeiro e Espírito Santo, enquanto o PT ficaria com a Bahia, Sergipe, Piauí e o Rio Grande do Norte.

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