PL, de Bolsonaro, elege maior bancada na Câmara e no Senado

Câmara dos Deputados será representada por 19 partidos – 11 a menos do que na eleição passada. No Senado, partido terá oito parlamentares

atualizado 03/10/2022 11:56

Manifestantes fixam mil cruzes em frente ao Congresso Nacional Igo Estrela/Metrópoles

Os brasileiros foram às urnas, no domingo (2/10), e definiram os 513 parlamentares que representarão as 27 unidades da Federação na Câmara dos Deputados. Com os resultados já apurados, a Casa contará com 19 partidos. Trata-se de redução significativa no número de legendas eleitas, uma vez que, no último pleito, em 2018, 30 siglas tiveram candidatos avalizados nas urnas.

Além de eleger o maior número de senadores, o PL, do presidente Jair Bolsonaro, também conseguiu largar na frente na disputa pelas 513 cadeiras da Câmara Federal. Sozinho, o partido conquistou o maior número de parlamentares eleitos para a Casa, com 99 deputados. O resultado se repetiu no Senado, com oito políticos eleitos pela sigla, que formará a maior bancada (veja mais abaixo).

O desempenho nas urnas coloca o PL como a maior bancada da Câmara para 2023, assim como no Senado Federal. Os liberais se somarão ao Republicanos, que registrou a eleição de 42 deputados neste ano. Dessa forma, caso consiga uma virada histórica e vença no segundo turno, Bolsonaro terá base aliada sólida no Congresso Nacional para aprovar pautas de interesse do seu governo.

Em contrapartida, se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantiver vantagem sobre Bolsonaro e for eleito para o Palácio do Planalto, enfrentará oposição pesada no Congresso. Apesar da onda bolsonarista eleita na Câmara, o PT de Lula também tem motivos para comemorar. A federação petista com PCdoB e PV conseguiu eleger 79 parlamentares.

Em seguida, aparecem União Brasil, com 59 deputados eleitos, e PP, com 47. Na sequência, estão: MDB (42), PSD (42), PSDB (18) e PDT (17).

Veja:

Histórico

Há quatro anos, em 2018, as maiores bancadas eleitas pertenciam ao PT, com 56 deputados, e ao então PSL, com 52.

O PSL foi, inclusive, a legenda com melhor desempenho na eleição de deputados. Em 2014, o partido tinha apenas um representante na Câmara. Quatro anos depois, elegeu outros 51 candidatos. Na oportunidade, a sigla contava como principal puxador de voto o presidente Jair Bolsonaro, atualmente no PL. Neste ano, a legenda se fundiu ao Democratas, originando o União Brasil.

Em contrapartida, o título de maior derrotado nas urnas ficou com o MDB, que viu o número de deputados despencar de 66 eleitos, em 2014, para 34, em 2018.

O último pleito eleitoral marcou recorde no quesito representatividade. Nunca antes o país teve tantos partidos diferentes dispostos nas cadeiras da Casa Legislativa – 30 legendas partidárias contra 28 bancadas formadas, em 2014.

Em 2012, a Câmara era composta por 22 partidos e, em 2002, 19. Quatro anos antes, em 1998, apenas 18 legendas compunham a Casa.

No Senado

O Partido Liberal, PL, sigla do presidente Jair Bolsonaro, terá a maior bancada do Senado Federal em 2023. Com o resultado das eleições desse domingo (2/10), a legenda emplacou oito senadores na Casa. Dessa forma, terá 14 cadeiras das 81. Antes, o partido contava com seis senadores.

Entre os novos eleitos, estão: Magno Malta (ES), Wilder Morais (GO), Rogério Marinho (RN), Jaime Bagattoli (RO), Jorge Seif (SC), Marcos Pontes (SP). Os demais, Wellington Fagundes (MT) e Romário (RJ), foram reeleitos.

Veja o número por partidos:

Em 2018, as bancadas do MDB, Rede e PP foram as que mais elegeram senadores. Neste ano, o MDB emplacou apenas um nome, enquanto a Rede e o PP não conseguiram alçar parlamentares para a Casa Alta.

Esta é a primeira vez que a bancada emedebista não é a maior do Senado desde a redemocratização.

Nesse domingo, o PL conseguiu eleger oito senadores. Destes, dois para um segundo mandato. O segundo partido que conquistou mais vagas no Senado de 2023 foi o União Brasil: cinco. Logo atrás, em terceiro lugar, o PT, do ex-presidente Lula, fez quatro senadores.

Enquanto os partidos PMN, PSOL e PCdoB, que, em 2010, tinham colocado um parlamentar cada na Casa, não conseguiram emplacar nenhuma cadeira em 2018 nem em 2022.

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