O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse neste sábado (2/7) que os eleitores que ainda estão “indecisos” sobre como irão votar nas eleições deste ano, devem ouvir a razão, e não “o que manda o coração” ou a “emoção”.
O mandatário da República participou do “Louvorzão”, de um evento cristão realizado no Rio de Janeiro. Em sua fala, o presidente orientou os presentes a se aconselharem com pessoas mais velhas da família, pois, segundo ele, eles são “os melhores conselheiros” para quem ainda está indeciso. A declaração é similar à que fez em uma das inserções partidárias e que foi ao ar no início de junho.
“Eu peço nesse momento que Deus ilumine a cada um de vocês, porque nesses momentos difíceis, de decisão, onde cada um importa o que vai fazer, não faça baseado o que manda o seu coração ou sua emoção. Faça baseado na sua razão. Eu sempre digo, na dúvida, conversa com seus pais ou com seus avós — são os melhores conselheiros para você que ainda está indeciso sobre o que fazer”, afirmou.
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Jair Messias Bolsonaro, nascido em 1955, é um capitão reformado do Exército e político brasileiro. Natural de Glicério, em São Paulo, foi eleito 38º presidente do Brasil para o mandato de 2018 a 2022
Reprodução/Instagram
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Descendente de italianos e alemães, Bolsonaro recebeu o primeiro nome em homenagem ao jogador Jair Rosa Pinto, do Palmeiras, e o segundo, Messias, atribuído por Olinda Bonturi, mãe do presidente, a Deus, após uma gravidez complicada. Na infância, era chamado de Palmito pelos amigos
Hugo Barreto/Metrópoles
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Ingressou no Exército aos 17 anos, na Escola Preparatória de Cadetes. Em 1973, foi aprovado para integrar a Academia Militar de Agulhas Negras (Aman), formando-se quatro anos depois
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Dentro do Exército, Bolsonaro também integrou a Brigada de Infantaria Paraquedista, serviu como aspirante a oficial no 21º e no 9º Grupo de Artilharia de Campanha (GAC), cursou a Escola de Educação Física do Exército, serviu no 8º Grupo de Artilharia de Campanha Paraquedista e, em 1987, cursou a Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais
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Em 1986, Jair foi preso por 15 dias, enquanto servia como capitão, por ter escrito um artigo para a revista Veja criticando o salário pago aos cadetes da Aman. Contudo, dois anos após o feito, foi absolvido das acusações pelo Superior Tribunal Militar (STM)
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Em 1987, novamente respondeu perante o STM por passar informação falsa à Veja. Na ocasião, o até então ministro do Exército recebeu da revista um material enviado pelo atual presidente sobre uma operação denominada Beco Sem Saída, que teria como objetivo explodir bombas em áreas do Exército como protesto ao salário que os militares recebiam
Rafaela Felicciano/Metrópoles
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A primeira investigação realizada pelo Conselho de Justificação Militar (CJM) concluiu que Bolsonaro e outros capitães mentiram e determinou que eles deveriam ser punidos. O caso foi levado ao Superior Tribunal Militar, que, por outra vez, absolveu os envolvidos. De acordo com uma reportagem da Folha à época, foi constatado pela Polícia Federal que, de fato, a caligrafia da carta enviada à Veja pertencia a Jair
JP Rodrigues/Metrópoles
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Em 1988, Bolsonaro foi para a reserva do Exército, ainda com o cargo de capitão, e, no mesmo ano, iniciou a carreira política. Em 1988, foi eleito vereador da cidade do Rio de Janeiro e, em 1991, eleito deputado federal. Permaneceu como parlamentar até 2018, quando foi eleito presidente da República
Daniel Ferreira/Metrópoles
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Durante a carreira, Bolsonaro se filiou a 10 legendas: Partido Democrata Cristão (PDC), Partido Progressista Reformador (PPR), Partido Progressista Brasileiro (PPB), Partido da Frente Liberal (PFL), Partido Progressistas (PP), Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), Democratas (DEM), Partido Social Cristão (PSC), Partido Social Liberal (PSL) e, atualmente, Partido Liberal (PL)
Rafaela Felicciano/Metrópoles
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É casado com Michelle Bolsonaro, 40 anos, e pai de Laura Bolsonaro, 11, Renan Bolsonaro, 24, Eduardo Bolsonaro, 38, Carlos Bolsonaro, 39, e Flávio Bolsonaro, 41, sendo os três últimos também políticos
Instagram/Reprodução
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Em 2018, enquanto fazia campanha eleitoral, Jair foi vítima de uma facada na barriga. Até hoje o atual presidente precisa se submeter a cirurgias por causa do incidente
Igo Estrela/Metrópoles
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Eleito com 57.797.847 votos no segundo turno, Bolsonaro coleciona polêmicas em seu governo. Além do entra e sai de ministros, a gestão de Jair é acusada de ter corrupção, favorecimentos, rachadinhas, interferências na polícia, ataques à imprensa e a outros poderes, discurso de ódio, disseminação de notícias faltas, entre outros
Alan Santos/PR
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Programas sociais, como o Vale-gás, Alimenta Brasil, Auxílio Brasil e o auxílio emergencial durante a pandemia da Covid-19, foram lançados para tentar ajudar a elevar a popularidade do atual presidente
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De olho na reeleição em 2022, Bolsonaro se filiou ao Partido Liberal (PL). O vice de sua chapa nas eleições deste ano é o general Walter Braga Netto
Bolsonaro ainda voltou a defender a chamada “pauta de costumes”, como religião, aborto, armas e família. De acordo com o chefe do Executivo federal, “o outro lado” quer tudo o que ele não quer”. “Isso é o que está em jogo no nosso país”, disse.
“O outro lado quer legalizar o aborto. Nós não queremos. O outro lado quer legalizar as drogas. Nós não queremos. O outro lado quer legalizar a ideologia de gênero. Nós não queremos. O outro lado quer se aproximar de países comunistas. Nós não queremos. O outro lado ataca a família. Nós defendemos a família brasileira. O outro lado quer cercear as mídias sociais. Nós queremos a liberdade das mídias sociais”, declarou o presidente.
Ainda em março, durante evento de lançamento da pré-candidatura à reeleição, intitulado como “Encontro Nacional do Partido Liberal”, Bolsonaro disse que o pleito de outubro não se trata de uma luta da direita contra a esquerda, mas sim “do bem contra o mal”.
A reação ocorreu logo nos dias seguintes. A cobrança veio até mesmo de aliados de Lula, que argumentaram que ele estava dando “palanque” para Bolsonaro. Eles aconselharam o ex-presidente a reduzir as falas sobre os temas, considerados “sensíveis”. Como esperado, as alas evangélica e bolsonarista atacaram o petista e suas pautas consideradas pela direita como “ideológicas”.
De lá para cá, o atual chefe do Executivo federal tem feito falas similares em agendas pelo país. Aliados do presidente admitem que apesar de repetidas, as declarações de Bolsonaro surtem efeito em sua base eleitoral e, por meio da polarização, têm o poder de resgatar ex-apoiadores e conquistar novos votos.
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