Com ingressos de até R$ 20 mil, jantar de Lula está quase sem lugares

Evento reunirá advogados e empresários e tem ingressos sendo vendidos por até R$ 20 mil. A arrecadação vai para o PT

atualizado 14/06/2022 14:35

Divulgação/ Ricardo Stuckert

A organização do jantar com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pré-candidato do PT à Presidência da República, e seu candidato a vice, Geraldo Alckmin (PSB), com advogados e empresários está avaliando aumentar o número de convites para o evento previsto para ocorrer no dia 26 de junho, em São Paulo.

Inicialmente previsto para 100 pessoas, os organizadores agora buscam um local maior para o evento. Os ingressos estão sendo vendidos a valores que variam de R$ 3 mil a R$ 20 mil. Um membro da organização disse ao Metrópoles que os convites estão “quase esgotados”.

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O evento está sendo articulado pelo grupo de advogados Prerrogativas, o mesmo que realizou o jantar em dezembro do ano passado, no qual Lula e Alckmin se apresentaram, informalmente, pela primeira vez, com a intenção de se juntarem em uma só chapa para a Presidência da República.

Na época, o encontro foi realizado no restaurante A Figueira Rubayat, na região dos Jardins, na área nobre da capital paulista, e teve 400 convidados.

Esse primeiro jantar arrecadou R$ 200 mil com a venda de ingressos, valor que foi doado para a compra de cestas básicas para famílias em situação de vulnerabilidade social.

Doação ao PT

Desta vez, toda arrecadação será destinada ao PT, que poderá usar o dinheiro para a realização de eventos políticos.

Outro objetivo do grupo é também o de estreitar laços de Lula e Alckmin com representantes do setor produtivo. Vários empresários compraram ingressos, mas a maior parte dos convites foi adquirida por advogados.

Os recursos arrecadados não poderão ser destinados à campanha de Lula, visto que a lei eletoral só permite a doação direta a partir dos 45 dias que antecedem a votação.

Além disso, os eventos políticos de pré-campanha, a serem organizados pelo PT, não podem ter caráter eleitoral. Ou seja, apesar de envolverem os pré-candidatos, o partido tem que cumprir as formalidades previstas na legislação eleitoral que impede que candidatos peçam votos nas eleições marcadas para outubro.

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