Após fala de Moraes, e-Título reforçou encerramento da votação às 17h

Presidente do TSE disse que operações da PRF atrasaram ida de eleitores às urnas, mas não impediram. “Não houve prejuízo ao direito de voto”

atualizado

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Deiviane Linhares/Especial Metrópoles
e-Título TSE
1 de 1 e-Título TSE - Foto: Deiviane Linhares/Especial Metrópoles

O e-Título, aplicativo da Justiça Eleitoral que permite a obtenção da via digital do título de eleitor, enviou uma notificação aos cidadãos neste domingo (30/10) informando que o encerramento do horário de votação das eleições de 2022 manteve-se para as 17h. A mensagem reforça a declaração do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, que descartou a possibilidade de ampliar o período para os eleitores irem às urnas.

“Ainda não votou? Corre, que ainda dá tempo. O horário de votação segue até 17h, no horário de Brasília”, dizia o texto divulgado no app. Segundo o TSE, eleitoras e eleitores que estiverem na fila para votar antes das 17h terão seu direito garantido mesmo com o encerramento do horário.

O magistrado respondeu a pedidos e questionamentos que estão sendo feitos nas redes sociais após pipocarem relatos de operações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) que atrapalharam a ida de eleitores a locais de votação, sobretudo no Nordeste.

“Não haverá adiamento. A votação termina às 17h. Não há necessidade de superlativar essa questão [da PRF]”, disse Moraes, em entrevista coletiva na sede do TSE neste domingo, faltando menos de duas horas para o encerramento da votação.

O magistrado alegou que, apesar de atrasos, nenhum eleitor foi impedido de votar neste domingo, em função das mobilizações da PRF. “Nenhum dos ônibus interceptados retornou à origem. Todos prosseguiram até as seções eleitorais. Todos conseguiram chegar para votar”, disse o presidente do TSE.

Denúncias

Após pipocarem denúncias de eleitores de que operações e blitze da Polícia Rodoviária Federal (PRF) estão dificultando o deslocamento de eleitores, sobretudo no Nordeste, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, cobrou explicações da entidade neste domingo (30/10).

Moraes determinou que o diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques, seja oficiado “com urgência” a “informar imediatamente sobre as razões pelas quais [estão sendo] realizadas operações policiais”.

Há denúncias nas cidades de Cuité (PB), Jacobina (BA), Ubaitaba (BA), Simões Filho (BA), Zé Doca (MA), Caxias (MA), Serra Talhada (PE), Salgueiro (PE), Garanhuns (PE), Apodi (RN), João Câmara (RN), Campo Redondo (RN), Campo Grande (RN), Paraú (RN) e Ceará-Mirim (RN). Eleitores de Sergipe e Pará também denunciam operações da PRF.

Atendendo a pedido do deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), o ministro Alexandre de Moraes já havia proibido que a PRF e a Polícia Federal (PF) fizessem operações envolvendo transporte público de eleitores neste domingo. Caso a decisão não seja obedecida, pode haver responsabilização criminal dos diretores-gerais das corporações.

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