Doria diz que frente ampla não é contra Bolsonaro, mas a favor do Brasil
Governador de São Paulo afirma que atual eleição é emblemática por estabelecer a democracia, "aquilo que alguns não gostam"

São Paulo – O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), explicou que o plano de formar uma frente ampla para 2022, com o ex-ministro Sergio Moro e o apresentador Luciano Huck, não é uma aliança contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), mas a favor do Brasil.
“A frente não é contra o Bolsonaro, é pelo Brasil, por um Brasil melhor, solidário, democrático, que respeita as pessoas, a diversidade e a imprensa também”, afirmou Doria, após votar em São Paulo acompanhado do prefeito Bruno Covas (PSDB).
Doria foi questionado sobre a possibilidade de a frente incluir políticos como Marta Suplicy, que apoia a reeleição de Covas para a Prefeitura de São Paulo. “Obviamente, Marta Suplicy assim como outros nomes que nessa eleição nós coligamos e convidamos para participar do apoio ao Bruno serão bem-vindos para essa frente ampla para o novo Brasil”, afirmou.
O governador disse que a atual eleição já é “emblemática”. “Eu não quero dizer que seja uma eleição nacionalizada, mas há certa figuras públicas que elegeram seus representantes, seus candidatos. Vamos ver o resultado. Ela é emblemática porque estabelece aquilo que alguns não gostam, a democracia, o direito ao voto, o direito ao povo. Essa é a verdadeira democracia, democracia não se faz pela ameaça, nem pela força, se faz pelo voto”, disse, sem citar nomes.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO governador se mostrou confiante em uma vitória de Covas São Paulo. “O Bruno será vencedor em qualquer circunstância. A democracia se faz no Brasil em dois turnos. O Bruno vencerá no primeiro turno e, se tiver que ir ao segundo, também”, completou.



