Doria diz que frente ampla não é contra Bolsonaro, mas a favor do Brasil

Governador de São Paulo afirma que atual eleição é emblemática por estabelecer a democracia, "aquilo que alguns não gostam"

atualizado 15/11/2020 14:13

João Doria, governador de SPReprodução

São Paulo – O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), explicou que o plano de formar uma frente ampla para 2022, com o ex-ministro Sergio Moro e o apresentador Luciano Huck, não é uma aliança contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), mas a favor do Brasil.

“A frente não é contra o Bolsonaro, é pelo Brasil, por um Brasil melhor, solidário, democrático, que respeita as pessoas, a diversidade e a imprensa também”, afirmou Doria, após votar em São Paulo acompanhado do prefeito Bruno Covas (PSDB).

Doria foi questionado sobre a possibilidade de a frente incluir políticos como Marta Suplicy, que apoia a reeleição de Covas para a Prefeitura de São Paulo. “Obviamente, Marta Suplicy assim como outros nomes que nessa eleição nós coligamos e convidamos para participar do apoio ao Bruno serão bem-vindos para essa frente ampla para o novo Brasil”, afirmou.

O governador disse que a atual eleição já é “emblemática”. “Eu não quero dizer que seja uma eleição nacionalizada, mas há certa figuras públicas que elegeram seus representantes, seus candidatos. Vamos ver o resultado. Ela é emblemática porque estabelece aquilo que alguns não gostam, a democracia, o direito ao voto, o direito ao povo. Essa é a verdadeira democracia, democracia não se faz pela ameaça, nem pela força, se faz pelo voto”, disse, sem citar nomes.

O governador se mostrou confiante em uma vitória de Covas São Paulo. “O Bruno será vencedor em qualquer circunstância. A democracia se faz no Brasil em dois turnos. O Bruno vencerá no primeiro turno e, se tiver que ir ao segundo, também”, completou.

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