Boulos restringe agenda após Sâmia Bomfim testar positivo para a Covid-19

Guilherme Boulos disse que ainda não conseguiu agendar teste para a Covid-19 pela alta demanda do procedimento na rede de saúde

atualizado 24/11/2020 12:42

Guilherme Boulos (PSOL), candidato à prefeitura de São Paulo, participa de reunião com servidores públicosFábio Vieira/Especial Metrópoles

São Paulo – O candidato à Prefeitura de São Paulo Guilherme Boulos (PSol) decidiu restringir a participação em sua campanha até que faça o teste para a Covid-19, mantendo encontros diários com lideranças, mas abrindo mão da campanha de rua. Agora cabe à Luiza Erundina esse papel.

A decisão foi anunciada à imprensa na manhã desta terça-feira (24/11) em encontro com servidores e aposentados, no centro de São Paulo. “Não tenho qualquer tipo de sintoma, mas por precaução nós decidimos fazer o teste. Até sair o resultado, não vamos fazer agendas públicas de rua.”

Na segunda-feira (23/11), a deputada federal Sâmia Bomfim confirmou que está infectada pelo novo coronavírus. A parlamentar participou de ato na sexta-feira (20/11) de união das esquerdas pela candidatura de Guilherme Boulos.

Na ocasião, em ambiente fechado, a deputada federal cumprimentou Guilherme Boulos, assim como demais políticos e imprensa. “O contato que eu tive com a Sâmia foi eventual, como vocês [imprensa] registraram. Nós dois estávamos de máscara”, falou Boulos sobre o encontro.

O ativista disse que ainda não conseguiu fazer o teste para Covid-19 porque não há horário na rede particular. “Tentamos agendar o teste na segunda-feira, não conseguimos. Não conseguimos hoje nenhum horário, em laboratório e em hospitais, inclusive particulares. Vamos agendar para amanhã.”

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Ele aproveitou a situação para cutucar o adversário Bruno Covas (PSDB). Boulos criticou que o atual prefeito minimize a alta de casos de contaminação por Covid-19 nas últimas semanas na cidade de São Paulo.

Segundo Boulos, a dificuldade em conseguir fazer o teste demonstra que há um aumento da taxa de contaminação na cidade.

“Isso é a expressão do aumento de casos e de internações na cidade de São Paulo. O que o prefeito parece subestimar e buscar esconder”, disse o ativista.

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