Bolsonaro não se compromete com lista tríplice para escolha de PGR

Presidenciável afirmou que escolhido não será do Ministério Público Militar. Disse, ainda, que não quer nomes comprometidos com esquerda

Reprodução/TV Globo

atualizado 17/10/2018 8:20

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, falou nesta terça-feira (16/10) sobre como pretende combater a corrupção. Em entrevista à TV Globo, ele disse que a maior parte do Ministério Público é isenta, mas não se comprometeu a escolher o futuro procurador-geral da República de uma lista tríplice, caso os nomes sejam comprometidos com a esquerda. Mas anunciou que o nomeado não será do Ministério Público Militar.

Para o combate à corrupção, o deputado disse que o mais importante é agir pelo exemplo. Segundo ele, é por isso que quer um estado menor e um ministério sem indicações políticas. Ele defendeu as dez medidas propostas pelo Ministério Público para combater a corrupção, admitiu que vai ser difícil aprová-las, mas afirmou que vai aproveitar a renovação do Congresso.

“Qualquer coisa é difícil. As dez medidas atingem diretamente os parlamentares. Tem muito parlamentar aí que, quando se abrir, suspender o sigilo das delações, vai estar envolvido e eles, naturalmente, trabalham contra isso. Se bem que tivemos uma excelente renovação em Brasília, talvez possamos aproveitar essa garotada, esse pessoal mais novo que está chegando lá e aprovar o máximo possível das medidas de combate à corrupção”.

O candidato não se comprometeu a indicar um dos nomes da lista tríplice de procuradores para assumir o posto de procurador-geral da República, caso sejam ligados a correntes de esquerda e que prefere alguém mais à direita.

“O critério é a isenção. É alguém que esteja livre do viés ideológico de esquerda, que não tenha feito carreira em cima disso. Que não seja um ativista no passado por certas questões nacionais”, observou o candidato.

Bolsonaro disse que a maior parte dos procuradores é isenta e que vai escolher um procurador do Ministério Público, que não será o militar, para o posto de procurador geral.

“Eu quero alguém no MP, caso eu seja presidente. Obviamente, não vai ser do Ministério Público Militar, como tem sido dito por aí, mas que tenha realmente uma visão macro e que respeite também a Constituição e os parlamentares que têm imunidade por suas opiniões, palavras e votos”.

Questionado sobre como ser isento escolhendo alguém mais à direita, Bolsonaro explicou: “Pode ser que eu tenha me expressado mal. Não queremos à esquerda. Que seja ao centro. Não quero alguém do MP subordinado a mim, como tiveram no passado a figura do engavetador geral da União, mas alguém que pense grande, que pense no seu país. O MP é muito importante, agora se tiver um ativismo. Nós não podemos correr o risco de alguém que atrapalhe a nação”, ressaltou,

Turismo
Bolsonaro defendeu o fortalecimento do turismo brasileiro, para gerar empregos e desenvolvimento para o país. Se eleito, prometeu investir em segurança, infraestrutura e treinamento de mão de obra, reduzir impostos e burocracia, para atrair mais turistas estrangeiros.

“Nós temos o que o mundo não tem. Por que que não dá certo? O maior problema que nós temos é a violência. Ninguém faz turismo se não tiver garantias pra si e sua família. Depois nós temos problemas internos, entraves burocráticos. Tem que ter isenção pra indicar alguém pra essa área tão importante e esse alguém, além de competência e patriotismo, tem que ter iniciativa pra buscar as soluções, senão você continua patinando”, disse.

 

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