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Derrotados no Senado quebram silêncio e falam do mau desempenho

Romero Jucá (MDB) foi um dos que não conseguiram a reeleição. Ele disse que é hora de “levantar a cabeça” e “a vida continua”

atualizado

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1 de 1 ENTREVISTA_JUCA - Foto: RAFAEL ARBEX/ESTADÃO

Parlamentares veteranos, detentores de forte liderança em seus partidos, senadores derrotados quebraram nesta segunda-feira (8/10) o silêncio e comentaram o mau desempenho nas urnas.

Após seis mandatos consecutivos, o senador Romero Jucá (MDB-RR) foi um dos derrotados. A disputa com Mecias de Jesus (PRB) foi acirrada e decidida voto a voto. “Por 434 votos, infelizmente não entramos no Senado. Muitos ataques, muitas agressões e muitas mentiras fizeram com que eu tivesse essa condição de perder votos”, afirmou, em vídeo gravado em Boa Vista (RR) e postado em sua conta no Facebook.

Jucá disse ser hora de “levantar a cabeça” e que “a vida continua”. Conforme lembrou, até fevereiro, quando assumem os novos eleitos para o Congresso, continuará no Senado, “trabalhando por Roraima”. O senador desejou aos deputados federais e a seus adversários eleitos no Senado que continuem trabalhando pelo estado e resolvendo os problemas da população.

Derrotado nas urnas em sua tentativa de reeleição, o atual presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), 66 anos, afirmou em nota que os cearenses “demonstraram seus anseios de mudança”. O senador, que deixa o Congresso após mais de duas décadas, disse que recebeu com “reverência e respeito” a determinação das urnas. “ Agradeço com muita honra e humildade aos 1. 313 .793 cearenses que seguiram confiando em mim. Recolho-me à vida pessoal. Desejo boa sorte e energia para os que foram eleitos”, encerrou.

Outro senador do MDB com tradição no Congresso, Roberto Requião (PR), comentou o fracasso nas urnas. Ele admitiu a derrota pelo Twitter, ainda com base em pesquisas de boca de urna, logo após o final da votação.

“Boca de urna do Senado, no Paraná, me tira da disputa para o Senado. Efeito Bolsonaro e duro ataque de infâmias e calúnias nas redes nos últimos dias? Minha posição nacionalista não muda um milímetro, mas respeito a decisão do voto”, disse. Depois, com o resultado já confirmado, acrescentou: “Não sou nem serei avaro. Nem me perguntem se padeço. Se caráter custa caro, pago o preço”, afirmou Requião, um dos dissidentes da sigla, próximo ao PT e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Engrossando a lista dos sem mandato a partir de 2019, o petista Lindbergh Farias (RJ) também se manifestou. “Agradeço os 1.419.676 votos recebidos ontem [domingo, 7]. Fizemos uma campanha aguerrida, dialogando com o povo e defendendo os direitos do trabalhador. Agora, a tarefa é eleger Haddad presidente no segundo turno, derrotando aquele que se diz anti-sistema, mas votou tudo com Temer. À luta!”, escreveu, no Twitter.

O senador Cristovam Buarque (PPS-DF) desejou sucesso aos candidatos que o superaram na disputa: “Parabéns Leila [do volêi] e Izalci [PSDB]. O DF e o Brasil esperam muito de vocês”.

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