Bolsonaro cogita convidar militar da ativa para ser vice na chapa

Ideia deve ir adiante caso advogada Janaina Paschoal, astronauta Marcos Pontes e herdeiro de Dom Pedro recusem o convite do PSL

Rafaela Felicciano / MetrópolesRafaela Felicciano / Metrópoles

atualizado 27/07/2018 19:49

Problema comum aos presidenciáveis, a escolha de um vice para ocupar o Palácio do Jaburu em eventual eleição em outubro movimentou os bastidores do PSL nas últimas semanas. Sem ter definido um nome, o pré-candidato Jair Bolsonaro trabalha até com um plano C. Nele, estaria disposto a convidar um general do Exército Brasileiro da ativa para compor a chapa.

Bolsonaro tem dois nomes de confiança, que ocupam cargo de general, que topariam a missão. Caso algum deles seja escolhido, precisará se filiar à sigla até 5 de agosto. Eles precisam ser aprovados pelos partidos para depois serem registrados na Justiça Eleitoral até 15 de agosto.

A Resolução Nº 20.993 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determina que o militar alistável é elegível desde que atenda a duas condições: se contar menos de dez anos de serviço, deverá afastar-se da atividade; E se contar mais de dez anos de serviço, será agregado pela autoridade superior e, uma vez eleito, passará automaticamente, no ato da diplomação, para a inatividade.

Essa regra, no entanto, impede que militares ocupantes de cargo de comando se filiem. Estes precisam se afastar do posto seis meses antes da eleição caso queiram se tornar elegíveis.

Essa opção se desenhará caso os planos “a” e “b” não se concretizem. Após receber um não do senador Magno Malta (PR-ES) e do general Augusto Heleno (PRP-DF), o partido tentou convencer a advogada Janaína Paschoal, autora do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), a aceitar o convite. Ela pediu tempo para pensar e os apoiadores não estão confiantes no acerto. Seu nome, porém, segue como o plano “a” da sigla e uma resposta é aguardada até segunda-feira (30/7).

Com o pedido de tempo de Janaína, nessa semana, outros três novos nomes foram ventilados, todos filiados ao mesmo partido de Bolsonaro: o deputado federal Victório Galli (PSL-MT), o astronauta Marcos Pontes e Luiz Philippe de Orléans e Bragança, sobrinho de D. Luís Gastão de Orléans e Bragança, atual chefe da Casa Imperial do Brasil. Os dois últimos são considerados o Plano B, mas, internamente, avaliam que a indicação de um dos dois tiraria a seriedade da campanha.

O astronauta chegou a ser anunciado pelo presidenciável como ministro da Ciência e Tecnologia de seu eventual governo. Já o herdeiro direto de Dom Pedro tem intenções de disputar uma das vagas do Rio de Janeiro na Câmara dos Deputados. Ao que tudo indica, a composição do PSL na disputa presidencial será com chapa-pura. A avaliação interna para uma composição com outros partidos é vista como baixa.

Jair Bolsonaro cumpre seu sétimo mandato na Câmara dos Deputados. Nas eleições de 2014, foi o federal mais bem votado no Estado do Rio, com 464 mil votos, o que representa o apoio de 6% do eleitorado.

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