Eike Batista assumiu o visual sem implante: “Não sou tão careca assim”

O empresário, em prisão domiciliar desde abril de 2017, deu entrevista à revista Veja desta semana

Foto: Michael Melo/MetrópolesFoto: Michael Melo/Metrópoles

atualizado 23/07/2018 8:35

Em prisão domiciliar desde abril de 2017, depois de passar três meses na cadeia, o empresário Eike Batista concedeu entrevista à revista Veja. Confira, abaixo, um resumo dos principais assuntos.

Patrimônio atual
Tenho minha casa no Rio, uma em Angra e uma lancha. Entre dívidas e problemas jurídicos, entreguei praticamente todo o meu patrimônio.

Manipulação de ações
Como tudo tinha dado certo antes, eu achava que ia ganhar de novo. Falhei feio e confiei demais.

Empreiteiros
Tenho raiva dessa nova geração de empreiteiros. Eles roubaram um projeto meu, seria uma espécie de Embraer dos mares, um superestaleiro. E o que eles fizeram? Me copiaram e passaram a fazer isso em todo o país.

Dinheiro jogado fora
Nunca fiz parte dessa turma. Sou vítima dos empreiteiros. Pelas minhas contas, eles gastaram US$ 600 bilhões em projetos que não eram necessários ao país.

Aviões para Sérgio Cabral
Emprestei apenas três vezes porque ele pedia. O cara era governador e ficava de olho se eu estava usando ou não os meus aviões.

Sem peruca
Estar preso é uma lição de humildade. Logo na entrada, cortaram meu cabelo. Até que gostei do visual, pois passei a adotá-lo. E não sou tão careca assim.

População carcerária
Acho que metade das pessoas não deveria estar ali. Uma coisa é o crime bárbaro, outras são as transgressões menos violentas. Não se pode misturar tudo. A pessoa entra ali e termina numa situação irreversível. Jamais vai abandonar o crime.

Projetos para o futuro
Aguardem, eu vou voltar. Acredito muito no Brasil como um país com potencial de geração de riqueza.