Ministro da Educação assina acordo para criar cinema acessível

O evento contou com a presença das primeiras-damas Michelle Bolsonaro e Mayara Noronha (do DF). Projeto beneficiará surdos, cegos e autistas

atualizado

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Gabriel Jabur/MEC
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1 de 1 abraham-weintraub2 - Foto: Gabriel Jabur/MEC

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, assinou nesta terça-feira (29/10/2019) um acordo de cooperação para a criação de um modelo nacional de cinema acessível. O projeto-piloto vai ser implantado no Distrito Federal e servirá de modelo para os demais estados do país. O evento contou com a participação das primeiras-damas Michelle Bolsonaro e Mayara Noronha, do DF. A proposta é de que as sessões sejam gratuitas e abertas ao público.

O projeto tem como pilar a inclusão, por meio de autodescrição, libras, legendas e iluminação acessível para dar mais conforto às pessoas com deficiência. A iniciativa contará com o apoio da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) – que há dois anos faz cinema acessível –, a qual vai ceder parte do acervo e assessoria técnica à Secretaria de Modalidades Especializadas de Educação do MEC, responsável por dirigir a proposta.

“Entendemos que o cinema, a sétima arte, é uma linguagem muito rica. É algo emocionante. Nós somos o primeiro cinema e o público é muito frequente. Queremos ampliar esse projeto”, declarou o presidente da fundação, Antônio Campos. “Trouxeram esse trabalho para agasalhar no Ministério da Educação e exportar para outros lugares no Brasil”, continuou.

A secretária de Modalidades Especializadas de Educação, Ilda Peliz, representou Weintraub no aniversário da Fundação Joaquim Nabuco, em Recife. Ela afirmou que, de todas as programações, a que mais “encheu os olhos” foi o cinema acessível. “Eu vi ali uma oportunidade de duplicar essa ação. Eu venho militando nessa área e sempre ouvia entre eles que o surdo só podia ver filme estrangeiro, porque tem legenda. Quando vi o filme nacional legendado pensei que isso é tudo o que essas pessoas precisam”, disse.

Ilda Peliz contou ainda que procurou a primeira-dama do Distrito Federal, Mayara Noronha, para tratar do projeto. “Eu fui no GDF [Governo do Distrito Federal], fiz a proposta para a primeira-dama, porque falar com ela é mais fácil do que falar com o governador [Ibaneis Rocha]. Ela achou a oportunidade ótima”, relatou.

Além de filmes nacionais, obras premiadas estarão nas programações do cinema acessível. Filmes legendados e com intérprete, também filmes infantis. Para os cegos têm os fones com audiodescrição e para as pessoas de espectro autista a sala tem a luminosidade baixa e o som também é reduzido”, explicou a secretária.

“Leoa”
Ao falar sobre o projeto, o ministro da Educação disse ter sido influenciado por Michelle Bolsonaro a pensar mais nas pessoas com deficiência. “Eu fui escolhido para ser secretário do governo de transição e a gente começou a montar a medida provisória dos ministérios. Estávamos muito preocupados com a economia e de repente apareceu a primeira-dama. E ela era uma leoa para defender o direito dos deficientes. Agora ela tá muito mais tranquila, porque a gente percebeu a realidade”, brincou.

“Se a gente não tiver pessoas que se empenhem de corpo e alma pela causa, as pessoas com deficiência não vão conseguir se defender. Sozinhas elas não conseguem. Precisa ter uma mão amiga, parte da sociedade sensibilizada”, avaliou o ministro.

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