MEC nomeia e professor recusa reitoria em instituto federal

Lucas Dominguini quer que o ministério explique o porquê de não respeitar o processo eleitoral que o IFSC realizou no último sábado

atualizado 21/04/2020 16:43

Fachada do Instituto Federal de Santa CatarinaDivulgação/IFSC

O Ministério da Educação é protagonista de novo impasse: nessa segunda-feira (21/04), o ministro Abraham Weintraub, nomeou o professor Lucas Dominguini para exercer o cargo de reitor pro tempore (temporário) do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), no lugar da vencedora da eleição interna, Maria Clara Kaschny Schneider. Dominguini, no entando, não aceita a nomeação. Ele reclama que o proceso eleitoral para preenchimento do cargo não foi respeitado pelo MEC.

“O ministério precisa justificar muito bem o motivo de o processo eleitoral não ter sido aceito. Depois a comunidade vai analisar e verificar se considera os motivos coerentes ou não. Sem justificativa, a reação vai ser contrária e isso é correto. Afinal, a instituição promoveu um processo democrático e dentro da legalidade”, justificou Dominguini.

O mandato de reitora da professora Maria Clara Kaschny Schneider encerrou no último sábado (18/04). O IFSC realizou processo eleitoral no final de 2019 e o candidato eleito foi o professor Maurício Gariba Júnior.

Participaram do pleito alunos, professores e servidores técnico-administrativos dos 22 campi e da Reitoria, somando 8.270 votos. Ao todo, cerca de 25 mil eleitores da comunidade acadêmica estavam aptos a votar.

Sem efeito

Dominguini, que atuou como diretor do campus Criciúma na última gestão e deixaria o cargo nesta semana, confirmou que chegou a ser sondado pelo MEC, mas abdicou da indicação.

Ele afirmou que está em tratativas com o Ministério da Educação para tornar o ato de hoje sem efeito. “Até que se retifique o ato, não tomarei nenhuma atitude ou prerrogativa do cargo de reitor”, esclarece.

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