Ministro do MEC rebate Bolsonaro: “Estamos felizes com o Enem”

Segundo o chefe da pasta de educação, Rossieli Soares, este foi o exame mais tranquilo da história

Igo Meireles/MetrópolesIgo Meireles/Metrópoles

atualizado 11/11/2018 20:59

Durante entrevista à imprensa, na noite deste domingo (11/11), o ministro da Educação, Rossieli Soares, afirmou que esta edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi a mais tranquila da história. “Nenhum dos 10 mil locais de prova vai precisar de reaplicação do exame. Acredito que essa seja a primeira vez que isso acontece”, disse.

No último domingo, teve queda de energia em dois municípios e os candidatos não conseguiram concluir a prova de humanas. Diante disso, os estudantes vão ter que refazer o exame no dia 11 de dezembro. Esta é a última etapa da avaliação capaz de aproximar os participantes da vaga no ensino superior no próximo ano. A publicação do gabarito será em 14 de novembro. Já os resultados individuais serão divulgados em 18 de janeiro.

Ao ser questionado sobre a declaração do presidente eleito Jair Bolsonaro em relação a questão inserida na prova de humanas sobre dialeto referente ao público LGBT, o ministro da Educação disse: “Caberá só ao presidente, a partir de janeiro, fazer as discussões com sua equipe. Estamos muito felizes com a realização do Enem neste ano. E é isso que estamos celebrando. Estamos aqui para contribuir com a nova equipe de transição. As decisões cabem ao novo governo”.

Na ocasião, a presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Maria Inês Fini, também informou que a abstenção neste segundo domingo de prova foi de 29,2%. Ou seja, 3.903.068 dos cerca de 5,5 milhões de inscritos compareceram aos mais de 10 mil locais de prova. Menor índice de ausentes desde 2016.

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Rossieli Soares e Maria Inês Fini avaliaram o último dia de prova do Enem

 

No último domingo (4), 75,1% do total de inscritos no Enem compareceram nos locais de prova, o que significa que 4.139.319 candidatos estiveram presentes na primeira fase do exame – a abstenção foi de 24,9%. No Distrito Federal, houve abstenção de 25,7% no primeiro dia de prova e 30,8% no segundo dia do exame. Ao todo, 106.309 pessoas se inscreveram na localidade.

Ainda de acordo com a chefe da autarquia, 66 candidatos ao Enem foram eliminados neste domingo. Destes, 64 por descumprimento de regras gerais do edital, como ausentar-se antes do horário permitido ou não atender orientações dos fiscais. Uma eliminação ocorreu durante revista com detector de metal e outro participante foi desclassificado por recusar-se a realizar a coleta de dados biométricos.

Ao todo, foram registradas 88 ocorrências ao longo desta tarde. Conforme o Inep, todas foram classificadas como “médias” e não prejudicaram os inscritos. Portanto, todos conseguiram concluir a avaliação. O Ministério da Educação (Mec) e o Inep contam com parceria das Forças Armadas, Polícia Federal (PF), entre outros, para combater qualquer tipo de fraude durante os dois dias de aplicação das provas do Enem, bem como ao longo da realização das ações de logística.

Exame
Neste domingo, os candidatos tiveram cinco horas para responder 45 questões de matemática e outras 45 de ciências da natureza. O exame trouxe questões que abordaram a genética das plantas, o uso de combustíveis em veículos e a teoria das eleições. Os participantes também foram surpreendidos com uma questão de matemática que falava sobre Minecraft, um jogo virtual que permite o usuário criar sua própria realidade.

Antes do fechamento dos portões, voluntários ofereceram abraços grátis e dizem palavras de incentivo aos candidatos do exame. Na avaliação de Maria Inês, a segunda parte do exame aplicada neste domingo exige muito da concentração dos participantes por causa do volume de cálculos cobrados.

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