Enem: notas podem ser alteradas por “inconsistência” em gabaritos

Segundo Abraham Weintraub, até a próxima segunda-feira tudo será resolvido. Até 40 mil candidatos podem ter sido prejudicados

Andre Borges/Especial para o MetrópolesAndre Borges/Especial para o Metrópoles

atualizado 18/01/2020 17:29

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, admitiu neste sábado (18/01/2020) que houve “inconsistências” em algumas provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Um grupo de candidatos teve o gabarito trocado após a realização das provas.

Assim que as notas individuais foram divulgadas, relatos de avaliações diferentes entre candidatos que tiveram o mesmo número de acertos ou notas próximas a zero com número alto de acertos começaram a aparecer nas redes sociais.

O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Alexandre Lopes, deu detalhes das falhas que atingiram a segunda prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Um grupo teve o gabarito trocado após a realização das provas.

Para Lopes, menos de 1% dos candidatos foram afetados — cerca de 40 mil pessoas. Ao todo, 4 milhões de alunos fizeram a segunda prova do exame. A dimensão do problema ainda está sendo levantada.

Segundo ele, funcionários do Inep passaram a madrugada identificando ao menos quatro falhas em contabilização de notas. O problema ocorreu com a cor da prova que o candidato fez. Por exemplo, o aluno respondeu a prova cinza e teve a nota corrigida pelo gabarito da prova amarela.

“Individualmente para o candidato é ruim. Ele fica tenso porque é um momento importante da sua vida. Trabalharemos com transparência neste caso”, destacou. O erro teria ocorrido no processo de trabalho da gráfica. Até o fim do processo, os alunos não saberão a nota correta.

Inicialmente, o órgão identificou o problema por reclamações publicadas em redes sociais. Quatro estudantes de Viçosa, em Minas Gerais, tiveram a situação comprovada ainda na noite dessa sexta-feira (17/01/2020).

Reprodução

 

O Inep ainda tenta identificar os arquivos e os lotes de provas que tiveram inconsistências para calcular com propriedade o número de estudantes prejudicados.

Ministro pede desculpas

No Twitter, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, admitiu que houve “inconsistências” em algumas provas. O problema será resolvido até a próxima segunda-feira (20/01/2020). Sem dar detalhes, Weintraub disse que “alguns candidatos foram surpreendidos com os resultados de suas notas”.

As declarações foram dadas pelo Twitter, acompanhadas de um vídeo. Segundo o ministro, até a próxima segunda-feira (20/01/2020) tudo será resolvido. “O número (de candidatos afetados) é muito baixo. Pedimos desculpas aos participantes do exame pelo transtorno”, lamentou.

Segundo Weintraub, o problema ocorreu na correção da segunda prova. “É uma inconsistência fácil de ser consertada. Não pode haver uma injustiça como essa. Ninguém será prejudicado”, destacou.

 

Os candidatos podem pedir informações pelo email enem2019@inep.gov.br. Nessa sexta-feira (17/01/2020), Lopes e Weintraub anunciaram os resultados das provas de 2019 e comemoraram os índices.

Entre os destaques, estão a queda de rendimento dos alunos em quatro das cinco provas do Enem e 143 mil redações zeradas.

Weintraub havia comemorado que esta edição do exame, a primeira sob o governo Jair Bolsonaro, havia sido a melhor de todos os tempos por falhas não terem sido registradas.

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