Datafolha: aumenta número de pais que querem ensino público presencial

Por outro lado, 43% deles não confiam na capacidade dos alunos de se adequarem às normas sanitárias durante a pandemia

atualizado 16/02/2021 18:27

EscolaHUGO BARRETO/METRÓPOLES

A porcentagem de pais ou responsáveis favoráveis ao retorno das aulas presenciais nas escolas públicas cresceu nos últimos meses – em contrapartida com o aumento de mortes causadas pela Covid-19 registrada em período semelhante no país.

Em setembro do ano passado, cerca de 24% dos pais disseram apoiar que as escolas da rede pública voltem com o ensino presencial. Dois meses depois, em novembro, essa taxa foi de 30%.

Esses dados, publicados nesta terça-feira (16/2), fazem parte de pesquisa do Instituto Datafolha encomendada pela Fundação Lemann, Itaú Social e Imaginable Futures. Foram ouvidos 1.015 pais ou responsáveis.

O desejo de que as aulas retornem de forma presencial vem junto ao entendimento de que os filhos teriam o ensino mais prejudicado ainda caso continuem em casa.

Se as aulas não voltarem, as crianças da pré-escola terão o desenvolvimento comprometido para 65% dos pais, enquanto aquelas dos anos iniciais do ensino fundamental terão um atraso no processo de alfabetização, segundo 69% dos entrevistados.

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“Tantos meses de afastamento do ambiente escolar deixarão marcas no desenvolvimento dos alunos, com a intensificação de problemas antigos, como a distorção idade-série, o abandono e a evasão, especialmente entre a população mais vulnerável”, diz a gerente de pesquisa e desenvolvimento do Itaú Social, Patricia Mota Guedes.

Por outro lado, apenas 19% dos pais ou responsáveis disseram que “confiam muito” na capacidade da escola de se adequar aos protocolos de segurança sanitária na reabertura.

Além disso, 43% deles não confiam na capacidade dos alunos de se adequarem às normas sanitárias, índice que era de 24% em setembro.

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