Brasileiros querem filhos por mais tempo nas escolas, diz pesquisa

Segundo a Quaest, 91% dos pais desejam que os filhos estudem em tempo integral. Para os entrevistados, o modelo evita problemas nas ruas

atualizado 13/09/2022 18:06

Sala de aula de escola pública do DF - Metrópoles Hugo Barreto/Metrópoles

A maioria esmagadora dos brasileiros (91%) deseja que os filhos estudem em colégios com Ensino Médio Integral (EMI). Os dados são de levantamento feito pela Quaest em parceria com o Instituto Sonho Grande e Instituto Natura. A pesquisa foi realizada com quase 7 mil pessoas, e mostra as percepções sobre a educação pública e o ensino médio no Brasil nos 26 estados e no Distrito Federal.

Segundo o relatório, é amplo o apoio de pais, professores e alunos quanto às vantagens de se passar mais tempo nas escolas. A escolha dos entrevistados pelo ensino integral é explicada por garantir a melhora do aprendizado (81%), evitar que os estudantes se envolvam em problemas nas ruas (81%) e promover uma alimentação adequada (75%).

O novo modelo está sendo popularizado por proporcionar um aprendizado mais completo, com orientação e acompanhamento focado no desenvolvimento de projetos do futuro. Dos responsáveis, 74% dizem conhecer e já ter ouvido falar sobre e, destes, 81% avaliam positivamente o formato. Quanto aos professores, 88% afirmam ter conhecimento a respeito do EMI.

“O Ensino Médio Integral já é realidade para quase um milhão de estudantes da rede pública. A expectativa é de que ainda este ano uma em cada quatro escolas de ensino médio das redes estaduais oferte educação integral”, destaca Ana Paula Pereira, diretora-executiva do Instituto Sonho Grande.

A necessidade de mais investimentos na segurança das escolas públicas de ensino médio e ampliação do ensino técnico e profissionalizante, que também apareceram no levantamento, são quase um consenso para mais de 95% dos brasileiros.

Outro apontamento da pesquisa diz respeito às melhorias que os pais esperam para escolas de ensino médio: priorizar bairros carentes para a construção de novas escolas (94%) e ter mais aulas de português e matemática (92%).

 

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