Eduardo embaixador: MPF pede critérios técnicos para nomeação ao cargo
Nesta segunda, o Ministério Público ajuizou ação civil pública, em caráter de urgência, solicitando que sejam respeitados requisitos

Apesar do apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e da indicação do pai, o presidente Jair Bolsonaro (PSL), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) tem pela frente o Ministério Público Federal (MPF) como empecilho para assumir a embaixada brasileira em Washington. O órgão quer que indicações para o cargo sigam critérios técnicos.
Nesta segunda-feira (12/08/2019), o MPF ajuizou ação civil pública, em caráter de urgência, solicitando que sejam respeitados ao menos três requisitos: que a pessoa escolhida para o cargo tenha reconhecido mérito em atividades diplomáticas, tenha prestado serviços relevantes em diplomacia para o país e que essas atividades somem, ao menos, três anos de experiência.

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Ver todas“A ação foi motivada após dezenas de representações serem protocoladas no MPF questionando a intenção do governo em indicar o deputado Eduardo Bolsonaro ao cargo de embaixador do Brasil nos Estados Unidos”, explica o órgão, em nota. O MPF não questiona eventuais impedimentos em razão do parentesco de Eduardo com o presidente, seu pai, somente a definição dos critérios técnicos que devem nortear tal decisão.
Além do pedido de liminar para o cumprimento dos indicativos de experiência e de preparo prévio do indicado a cargos de embaixador, os procuradores requerem que seja imposta multa diária à União, caso a decisão não seja atendida tempestivamente.
Os procuradores que assinam a peça citam a legislação referente a quesitos impostos aos candidatos à chefia de missão diplomática. O documento, enviado à 16ª Vara de Justiça, ressalta a importância de que haja melhor preparação do corpo diplomático, e não informalidade. Nesse sentido, sustentam que a expressão “relevantes serviços prestados ao país” deve ser interpretada dentro do contexto das relações internacionais.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA ação relembra ainda conduta adotada pelo próprio governo federal em decreto expedido neste ano que regulamentou a ocupação de cargos comissionados no Poder Executivo. Os profissionais precisam ter perfil ou formação acadêmica compatível com a função as quais são indicados. Ou seja, se para funções estrategicamente menores tal exigência é necessária, é inconcebível não estipular tal observação para o cargo de alta responsabilidade técnica como o de embaixador.



