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Brasil

Economistas de esquerda lançam manifesto em apoio a Guilherme Boulos

Programa do PSol tem sido criticado por aumentar gastos públicos, mas tem simpatia de nomes como Laura Carvalho e Luiz Gonzaga Belluzzo

13/11/2020 20:55, atualizado 13/11/2020 21:14
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Rafaela Felicciano/Metrópoles
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São Paulo – Um grupo de mais de cem economistas e acadêmicos da área lançou manifesto em apoio à candidatura do ativista socialista Guilherme Boulos (PSol) à Prefeitura de São Paulo. Entre os nomes que assinam o documento estão os de Laura Carvalho, livre-docente da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo, e Luiz Gonzaga Belluzzo, ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda.

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Guilherme Boulos, candidato do PSol à Prefeitura de São Paulo
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Guilherme Boulos, candidato do PSol à Prefeitura de São Paulo
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Guilherme Boulos, candidato do PSol à Prefeitura de São Paulo

Fábio Vieira/Especial Metrópoles

No documento, os economistas dizem que o programa econômico psolista “apresenta as propostas mais consistentes e trazem a construção dos instrumentos de política econômica e social necessários para reerguer a economia local e reduzir os efeitos da elevada miséria e desemprego”.

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Renda Solidária

A equipe econômica de Guilherme Boulos é formada pelos economistas Camila de Caso e Marco Rocha, que também é professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A principal proposta do PSol na área é a implantação do programa Renda Solidária, nos moldes do auxílio emergencial do governo federal.

Segundo o PSol, o programa beneficiaria diretamente um milhão de paulistanos economicamente mais vulneráveis. Nos planos dos socialistas, o dinheiro ajudaria a alavancar a economia pós-crise do coronavírus porque as pessoas mais pobres tendem a gastar o dinheiro no comércio local.

A fonte dos recursos necessários ao Renda Solidária é que tem sido o calcanhar de Aquiles do PSol. “Se o PSOL costuma defender o aumento da tributação dos mais ricos, de fato há pouco espaço para isso no âmbito municipal. É a União que pode cobrar tributos sobre a renda (IRPF), lucro (CSLL, IRPJ) e riqueza (IGF, nunca instituído). E é o Estado que pode arrecadar com heranças e benesses (ITCMD)”, disse o economista Pedro Fernando Nery (que não assinou o manifesto) em artigo, que propõe uma saída.

“É possível aumentar o IPTU e o ITBI de forma progressiva, tributando mais os imóveis de maior de valor, e rever a tributação fixa do ISS (imposto sobre serviços) sobre autônomos. Não é justo que profissionais que ganhem milhões paguem o mesmo ISS do que os que ganham pouco”, afirmou Nery.

Boulos, no entanto, vem dizendo que aumentar impostos não está no horizonte.