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Economia

Veja quais foram os setores mais afetados com o tombo histórico do PIB

O IBGE informou nesta terça-feira (1º/9) que o PIB registrou uma queda de 9,7% no segundo trimestre deste ano

01/09/2020 10:06, atualizado 01/09/2020 11:25
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O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil teve um tombo histórico de 9,7% no segundo trimestre deste ano, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (1º/9).

A queda foi motivada pela crise econômica causada pela pandemia do novo coronavírus. Agora, com a recessão, o PIB está no mesmo patamar do fim de 2009, quando boa parte do mundo foi afetada pela crise das hipotecas subprime nos Estados Unidos.

Segundo o IBGE, a retração da economia resulta das quedas históricas de 12,3% na indústria e de 9,7% nos serviços. Já a agropecuária cresceu 0,4%. A alta foi puxada pela produção de soja e café.

Na indústria, o recuo se deve às quedas de 17,5% nas indústrias de transformação, 5,7% na construção, 4,4% na atividade de eletricidade e gás, água, esgoto e 1,1% nas indústrias extrativas.

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“Nos serviços, a maior queda foi em outras atividades de serviços, com baixa de 19,8%, que engloba serviços prestados às famílias”, explicou a coordenadora de contas nacionais do IBGE, Rebeca Palis.

Também caíram transporte, armazenagem e correio e comércio, que estão relacionados à indústria de transformação. Os únicos resultados positivos foram verificados em atividades financeiras e as imobiliárias.

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Pelo lado da demanda, a maior queda foi no consumo das famílias (-12,5%), que representa 65% do PIB. “O consumo das famílias não caiu mais porque tivemos programas de apoio financeiro do governo”, disse Rebeca Palis.

Por sua vez, o consumo do governo recuou 8,8% no segundo trimestre, muito por conta das quedas em saúde e educação públicas. Os investimentos (Formação Bruta de Capital Fixo) também recuaram 15,4%.

Veja, a seguir, a taxa trimestral em relação ao trimestre anterior:

Pelo lado da produção

  • Indústria: -12,3%
  • Serviços: -9,7%
  • Agropecuária: 0,4%
  • Indústria da transformação: -17,5%
  • Indústria extrativa: -1,1%
  • Construção civil: -5,7%

Pelo lado do consumo

  • Consumo das famílias: -12,5%
  • Consumo do governo: -8,8%
  • Investimentos: -15,4%
  • Exportação: +1,8%
  • Importação: -13,2%