“Vamos combater distorções”, diz Levy, novo presidente do BNDES

Segundo o executivo, a ideia da nova administração é reduzir a dependência do Tesouro Nacional

Rafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 07/01/2019 13:02

O novo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Joaquim Levy, afirmou que a principal marca da sua gestão à frente da instituição será o combate ao “patrimonialismo” e às “distorções” que, na sua avaliação, estão presentes no funcionamento do banco.

“Não será surpresa para os presentes. Vamos combater o patrimonialismo e as distorções”, destacou em cerimônia no Palácio do Planalto. “[Vamos] otimizar, adequar o nosso balanço, que hoje depende em proporção exagerada de recursos do Tesouro”, prosseguiu.

A dependência do BNDES de recursos do Tesouro Nacional é oriunda da política de juros subsidiados para empréstimos a grandes grupos nacionais, que ficou conhecida como “política dos campeões nacionais”, e foi levada a cabo nas gestões dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, do PT.

Como o banco fornecia empréstimos a custo menor que aquele gerado ao banco, o chamado “custo financeiro”, o Tesouro Nacional tinha que bancar a diferença. Paulo Guedes é crítico assíduo dessa forma de fazer empréstimos.

Mais cedo, Guedes, que estava presente na cerimônia de posse dos novos presidentes do BNDES, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, que tomaram posse nesta segunda-feira (7/1), criticou as gestões anteriores. Rubem Novaes tomou posse como novo presidente do Banco do Brasil, e Pedro Guimarães, da Caixa Econômica Federal.

Nomeações
O Diário Oficial da União publicou, em edição extra na última quarta-feira (2/1), as nomeações de Rubem Novaes como novo presidente do Banco do Brasil e de Pedro Guimarães, da Caixa Econômica Federal.

Joaquim Levy, que assumiu a presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) atuava como diretor financeiro do Banco Mundial, em Washington, desde o início de 2016.

Os presidentes anteriores dos bancos públicos eram Marcelo Augusto Dutra Labuto, à frente do Banco do Brasil desde novembro de 2018, quando o então presidente, Paulo Cafarelli, pediu a demissão; e Nelson Antonio de Souza, que dirigia a Caixa desde abril. O ex-ministro do Planejamento Dyogo Oliveira comandava o BNDES desde abril.

Conheça o perfil dos executivos
Rubem Novaes, do Banco do Brasil: PhD em economia pela Universidade de Chicago (Estados Unidos), já foi diretor do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Pedro Guimarães, da Caixa: PhD em economia pela Universidade de Rochester (Estados Unidos), seu trabalho analisou os processos de privatização no Brasil. É sócio-diretor do banco Brasil Plural, grupo financeiro fundado em 2009 que atua no mercado de capitais.

Joaquim Levy, do BNDES: PhD em economia pela Universidade de Chicago (Estados Unidos), já foi ministro da Fazenda no governo de Dilma Rousseff (PT) e diretor do Banco Mundial.

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