Bolsonaro: Guedes topa reduzir economia da Previdência para R$ 800 bi

Caso algumas das principais críticas da oposição ao texto forem incluídas, poupança com reforma cairá quase R$ 400 bilhões

atualizado

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Marcos Corrêa/PR
08/04/2019 Solenidade de Sanção da Lei de Cadastro Positivo
1 de 1 08/04/2019 Solenidade de Sanção da Lei de Cadastro Positivo - Foto: Marcos Corrêa/PR

A equipe econômica do governo de Jair Bolsonaro (PSL) retirou o sigilo dos documentos que detalhavam a economia esperada com a reforma da Previdência. De acordo com documento distribuído pelo Ministério da Economia, serão poupados exatamente R$ 1.236,5 trilhão no espaço de 10 anos.

Desse total, R$ 127,2 bilhões da economia viriam com as alterações nas regras do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e da aposentadoria rural – os dois principais alvos de críticas da reforma no Parlamento.

O presidente afirmou que o ministro da Economia, principal fiador da reforma, aceitaria uma redução que garantisse poupança de, no mínimo, R$ 800 bilhões em 10 anos.

“Se a reforma da Previdência não der certo, o caos vai se instalar. Sem a reforma, ninguém mais vai confiar no Brasil”, disse o presidente durante café da manhã com jornalistas, do qual o Metrópoles não participou. “Uma economia abaixo de R$ 1 trilhão, nós vamos ficar como a Argentina. O Paulo Guedes diz que o limite é R$ 800 bilhões”, completou.

Detalhamento da reforma
Dentro da estimativa inicial de economizar R$ 1,2 trilhão, as alterações nas regras do regime próprio dos servidores públicos da União pretendem gerar economia de R$ 224,5 bilhões ao longo de 10 anos. Desse total, R$ 27,7 bilhões se referem a ganhos de arrecadação com as novas alíquotas de contribuição cobradas dos funcionários públicos. Nos moldes da reforma, funcionários públicos irão pagar até 24% de alíquota do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A expectativa é que as mudanças nas aposentadorias dos trabalhadores das cidades podem render aos cofres públicos R$ 743,9 bilhões no período.

“Nós vamos defender a integridade do projeto. Vamos defender a economia de R$ 1.236,5 trilhão”, afirmou Rogério Marinho, secretário especial de Previdência do Ministério da Economia, na coletiva de imprensa posterior ao lançamento dos números.

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Os dados revelados nesta quinta-feira (25/04/2019) mostram uma economia de quase R$ 100 bilhões a mais do que havia sido anunciado inicialmente pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

O Ministério da Economia previa uma economia de R$ 1,16 trilhão no período. Mais cedo, após reunião na residência de Maia, Marinho sinalizou que a projeção foi alterada com o detalhamento dos dados.

Em um primeiro momento, as informações divulgadas apontavam para economia de R$ 1,07 trilhão na década seguinte à reforma. Com a inclusão das mudanças nas aposentadorias dos militares, o valor subiu em quase R$ 100 bilhões, acrescidos agora de mais R$ 100 bilhões.

Desidratação
As contas reveladas nesta quinta mostram que, se a aposentadoria rural, o BPC, o abono salarial e a Previdência de professores forem retirados da proposta – justamente as questões mais criticadas pela oposição e setores do Centrão –, o governo conseguiria manter uma economia de aproximadamente R$ 800 bilhões.

Desses, o item que representaria maior renúncia seria o abono salarial, que, em 10 anos, significaria uma economia de R$ 169,4 bilhões.

Críticas da oposição
O secretário da Previdência, Rogério Marinho, rebateu as críticas que a oposição tem direcionado à reforma.

“Nós temos a consciência de que a oposição está fazendo o papel dela. O que estranhamos é que não aparece o projeto alternativo da oposição, a não ser os chavões de sempre. Passaram 13 anos no poder e não taxaram as grande fortunas. Quem acusa de falta de transparência não divulgou dados em outras ocasiões”, afirmou.

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