Secretário de Guedes prevê inflação de 5,1% em 2021, no limite da meta

Atualmente, no acumulado do ano, o IPCA, que regula a inflação no país, está em 6,76%. Sachsida reconhece: "Tem um problema"

atualizado 04/06/2021 16:20

Adolfo Sachsida, secretário de Política Econômica Marcos Oliveira/Agencia Senado

O secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, previu nesta sexta-feira (4/6) que o país terminará o ano “com a inflação dentro da meta”, em 5,1%, mas que as piores altas nos preços acontecerão neste e no próximo mês.

Atualmente, no acumulado do ano, o Índice de Preços do Consumidor Amplo (IPCA), que regula a inflação no país, subiu para 6,76%. O centro da meta, no entanto, é de 3,75%, podendo variar entre 2,25% e 5,25%.

“Confio que o Banco Central vai continuar fazendo seu excelente trabalho. Vamos terminar o ano com inflação dentro da meta, com 5,1%. Sabemos que tem um problema e estamos acompanhando isso. Inflação vai rodar junho e julho em valores elevados”, disse Sachsida durante webinar de Crescimento Econômico de Curto e Longo Prazo.

Ele alertou  ainda que, “se o governo começar a gastar mais, teremos mais inflação”, diante do impacto fiscal causado pela pandemia da Covid-19.

Para controlar o aumento de preços, o Banco Central elevou a taxa Selic em sua última decisão. O indicador oficial de juros ficou em 3,5% ao ano. Para conter essa alta, o secretário argumentou que o único jeito é por meio das reformas administrativa e tributária e do processo de consolidação fiscal, através da política de desestatizações.

“O ano de 2021 é o ano das privatizações e concessões no Brasil. Podem guardar minhas palavras. São 117 ativos com leilões agendados para 2021 e vem aí o leilão do 5G também”, ponderou.

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