Redução no preço da gasolina começa a valer nesta terça-feira (21/10)

Corte de R$ 0,14 por litro da gasolina é o primeiro desde julho e reflete queda nas cotações internacionais do petróleo

atualizado

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Sean Gallup/ Getty Images
Carro sendo abastecido - Metrópoles
1 de 1 Carro sendo abastecido - Metrópoles - Foto: Sean Gallup/ Getty Images

Começa a valer nesta terça-feira (20/10) a redução no preço da gasolina anunciada pela Petrobras. O valor do combustível vendido às distribuidoras caiu em 4,9%, o equivalente a R$ 0,14 por litro.

Com o reajuste, o preço para distribuidoras passa de R$ 2,85 para R$ 2,71, em média. É o primeiro corte anunciado pela estatal desde julho e ocorre em meio à queda nas cotações internacionais do petróleo e à defasagem acumulada em relação aos preços praticados no exterior.

No acumulado do ano, a Petrobras reduziu os preços em R$ 0,31/litro, o equivalente a 10,3%.  Segundo a companhia, os preços do diesel e do gás de cozinha (GLP) permanecem inalterados.

Repasse ao consumidor pode demorar

A redução anunciada pela Petrobras não significa, necessariamente, queda imediata nos preços cobrados nos postos. Isso porque o valor final ao consumidor depende de outros componentes, como tributos estaduais e federais, margens de distribuição e revenda, além dos custos logísticos de cada região.

De acordo com levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o preço médio da gasolina comum no país estava em R$ 6,22, na semana passada.

Cenário internacional e pressões domésticas

O anúncio ocorre em momento de recuo nas cotações do barril de petróleo, após semanas de volatilidade provocadas por tensões geopolíticas e sinais de desaceleração da economia global.

Além do cenário externo, a redução reflete pressões internas na política de preços da Petrobras. Nos últimos meses, parlamentares e o próprio governo federal vinham cobrando da estatal reajuste diante da defasagem acumulada e do alívio observado no mercado internacional.

Inflação

A inflação do país, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPCA), divulgado na semana passada, registrou alta de 0,48% em setembro, ficando em 5,17% no acumulado de 12 meses.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pela divulgação do IPCA, o grupo dos combustíveis teve alta de 0,87% no mês passado, sendo as principais altas registradas no etanol (2,25%), na gasolina (0,75%) e no óleo diesel (0,38%).

A expectativa do mercado financeiro é que, com a diminuição do preço da gasolina, a inflação tenha leve queda. “Calculamos queda de -1,58% na bomba no IPCA de novembro. Com este reajuste, a nossa projeção de inflação de 2025 sai de 4,5% para 4,4%”, projeta a Warren Investimentos.

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