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Negócios

Preço da gasolina pode cair R$ 0,12 nos postos de combustíveis

Essa é estimativa de consultoria, mas valor pago pelo consumidor dependerá do tamanho do repasse que será feito pelos comerciantes

02/06/2025 16:04, atualizado 02/06/2025 16:21
Motoristas enchem postos de gasolina
Foto colorida de homens abastecendo carro

Uma estimativa da corretora e gestora Warren Investimentos aponta que a gasolina pode cair R$ 0,12 nos postos de combustíveis. A queda ocorreria como resultado da decisão da Petrobras, anunciada nesta segunda-feira (2/6), de reduzir em 5,6% o preço do combustível vendido às distribuidoras. A medida vale a partir desta terça-feira (3/6).

Ainda de acordo com cálculos da corretora, com a redução do combustível, o IPCA de junho pode cair entre 8 e 10 pontos-base (bps), o que representa uma revisão da projeção de 5,3% para 5,2% no ano para a inflação.

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A redução dos preços para o consumidor final, no entanto, dependerá do repasse nas bombas. A economista Andréa Angelo, da Warren,  acredita que ela chegue entre 30% e 35% da queda promovida pela refinaria.

Focus

Dados divulgados na manhã desta segunda-feira no Boletim Focus, do Banco Central (BC), mostram que o mercado mantém a expectativa de queda da inflação. A pesquisa do BC mostrou que a projeção para o IPCA está agora em 5,46% neste ano, ante os 5,50% estimados na semana passada. Há quatro semanas, esse valor era de 5,53%.

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Selic

Para o economista Luis Felipe Vital, estrategista-chefe de Macro e Dívida Pública da mesma gestora, apesar de reduzir o peso sobre a inflação, ainda não é possível avaliar o eventual impacto da mudança do preço da gasolina na política monetária do Banco Central (BC).

“Na margem, temos sinais mistos”, diz Vital. “A redução nos preços dos combustíveis é positiva e contribui para aliviar a inflação, mas os riscos altistas ainda são relevantes.”

Além disso, nota o técnico, os dados do mercado de trabalho divulgados na última semana mostram um nível de atividade ainda bastante aquecido. “Esses fatores geram uma certa inquietação no mercado quanto aos próximos passos do Copom (Comitê de Política Monetária, do BC)”, afirma. “O que é natural, considerando a ausência de qualquer tipo de orientação (no jargão, forward guidance) no momento.”