“Quem resolve é a Petrobras”, diz Guedes sobre preço dos combustíveis

O ministro da Economia, Paulo Guedes, não quis comentar os efeitos do ataque a refinarias na Arábia Saudita sobre o valor cobrado nas bombas

Ministério da Economia

atualizado 17/09/2019 18:26

Após reunião com o presidente Jair Bolsonaro no Palácio da Alvorada, o ministro da Economia, Paulo Guedes, não quis comentar os efeitos nos preços dos combustíveis devido ao ataque a refinarias na Arábia Saudita, no fim de semana, e da consequente alta do custo do petróleo no mercado internacional.

“Quem resolve é a Petrobras“, limitou-se a responder aos jornalistas, enquanto transitava cercado por seguranças dentro do próprio ministério.

Conforme publicou o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, o conselho de administração da Petrobras não se manifestou ou pediu explicações à diretoria sobre a manutenção dos preços da gasolina e do óleo diesel nas refinarias, apesar da oscilação brusca do petróleo no mercado internacional na segunda-feira e das notícias de que o presidente Jair Bolsonaro teria telefonado para o presidente da petroleira, Roberto Castello Branco, para tratar dos preços dos derivados.

O estatuto da empresa prevê que a definição dos preços dos combustíveis é uma incumbência da diretoria e não precisa ser submetida ao conselho. Mas, em ocasiões recentes em que houve dúvida sobre a ingerência do governo na decisão da diretoria de manter os preços dos combustíveis inalterados, conselheiros e diretores se reuniram virtualmente para tratar do tema. Dessa vez, porém, não houve qualquer movimentação nesse sentido.

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