Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Economia

Puxada pelos alimentos, inflação tem maior alta desde novembro de 2015

No ano, o indicador acumula alta de 3,13% e, em 12 meses, de 4,31%. Dados foram divulgados nesta terça-feira pelo IBGE

08/12/2020 09:04, atualizado 08/12/2020 11:36
Marcelo Camargo/ABr
Puxada pelos alimentos, inflação tem maior alta desde novembro de 2015

Pressionada pela alta nos preços dos alimentos, a inflação de novembro ficou em 0,89%, acima da registrada em outubro (0,86%). Esse é o maior resultado para o mês desde 2015, quando o indicador foi de 1,01%.

Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e foram divulgados nesta terça-feira (8/12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Puxada pelos alimentos, inflação tem maior alta desde novembro de 2015 - destaque galeria
3 imagens
Inflação atingiu 10,67%, nos últimos 12 meses, no Brasil
Puxada pelos alimentos, inflação tem maior alta desde novembro de 2015 - imagem 3
Puxada pelos alimentos, inflação tem maior alta desde novembro de 2015 - imagem 1
1 de 3

Michael Melo/Metrópoles
Inflação atingiu 10,67%, nos últimos 12 meses, no Brasil
2 de 3

Inflação atingiu 10,67%, nos últimos 12 meses, no Brasil

Felipe Menezes/Metrópoles
Puxada pelos alimentos, inflação tem maior alta desde novembro de 2015 - imagem 3
3 de 3

Felipe Menezes/Metrópoles

No ano, o indicador acumula alta de 3,13% e, em 12 meses, de 4,31%, acima dos 3,92% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em novembro de 2019, o indicador havia ficado em 0,51%.

“O cenário é parecido com o que temos visto nos últimos meses, em que o grupo de alimentos e bebidas continua impactando bastante o resultado”, explica o gerente da pesquisa, Pedro Kislanov.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Dentro desse grupo, os componentes que mais têm pressionado são as carnes, com alta superior a 6% neste mês, a batata-inglesa, que subiu quase 30%, e o tomate, com alta de 18,45%.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Além desses alimentos, outros produtos importantes na cesta das famílias também tiveram alta, como o arroz (6,28%) e o óleo de soja (9,24%). Com isso, o grupo de alimentos e bebidas variou 2,54%.

A seguir, veja os itens que mais variaram no acumulado do ano:

  • Óleo de soja: 94,1%
  • Tomate: 76,5%
  • Arroz: 69,5%
  • Feijão fradinho: 60%
  • Batata-inglesa: 55,9%
  • Laranja lima: 55,6%
Outras variações positivas, segundo o IBGE, foram da cerveja (1,33%), do refrigerante e da água mineral (1,05%) consumidos fora do domicílio, que tiveram queda em outubro.

O grupo de transportes, que teve alta de 1,33%, foi a segunda maior influência no índice de novembro – a inflação foi causada sobretudo pelo aumento no preço da gasolina, de 1,64%.

“É a sexta alta consecutiva da gasolina e, além disso, tivemos a alta de 9,23% do etanol e de outros componentes que têm bastante peso dentro dos transportes, como é o caso dos automóveis novos e usados”, frisa o pesquisador.

Juntos, os grupos de alimentos e bebidas e transportes representaram cerca de 89% da alta do IPCA de novembro.

Puxada pelos alimentos, inflação tem maior alta desde novembro de 2015