Próximo movimento do BC deve ser o corte de juros, diz diretor

De acordo com o diretor de política monetária do BC, o próximo movimento da autoridade monetária deve ser a diminuição dos juros

atualizado

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Fachada do edifício sede do Banco Central do Brasil, em Brasília Metrópoles
1 de 1 Fachada do edifício sede do Banco Central do Brasil, em Brasília Metrópoles - Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

O diretor de política monetária do Banco Central (BC), Nilton David, afirmou nesta terça-feira (25/11) que o próximo movimento da autoridade monetária deve ser o corte de juros. “A questão é só quando”, disse em evento organizado pela Eurofinance, em São Paulo.

De acordo com ele, se a condução da política monetária for bem-sucedida, conforme o esperado pelos diretores, o cenário não trás possibilidades de alta nos juros.

Ele explicou que os agentes financeiros estão ansiosos para planejar os investimentos de médio e longo prazo de acordo com as sinalizações do BC, mas o país vive em um momento de incertezas e o cenário externo também é desafiador, por isso, a autoridade monetária está aguardando que todos os dados convirjam para o cenário esperado.

“Eles estão convergindo e nós temos comunicado isso”, avaliou. Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o colegiado decidiu manter a taxa básica de juros, a Selic, em 15% ao ano sob a justificativa de ser necessário ancorar as expectativas de inflação.

No entanto, o comunicado e a ata do comitê explicaram que o cenário tem se encaminhado conforme o previsto pelo BC, com a desaceleração da economia e a resiliência do mercado de trabalho, o que indica, segundo o fisco, estabilização da taxa por “período prolongado”.

Ele disse, ainda, que se as coisas mudarem, ou seja, os cenários ficarem mais desafiadores, o BC fará os movimentos que forem necessários para colocar a inflação na meta e ancorar as expectativas.

A meta de inflação é de 3% ao ano com margem de tolerância de 1,5% para cima ou para baixo, sendo o teto da meta de 4,5%. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação oficial no acumulado de 12 meses até outubro foi de 4,68%, próximo ao teto superior da meta.

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